Educação Ambiental movimenta Igarapé-Açu

Crianças e adultos da Colônia Santo Antônio do Prata, em Igarapé-Açu, nordeste paraense, receberam, no sábado, 22, o Instituto Arraial do Pavulagem, sob a coordenação do Grupo de Estudos em Educação, Cultura e Meio Ambiente (Geam/UFPA) com a parceria direta da Coordenadoria de Capacitação e Educação Ambiental (Ceam/Sema) para um dia inteiro de atividades com caminhada, mostra de vídeos e gincana ecológica.

O alerta à população diante dos problemas ambientais enfrentados pela Colônia do Prata recebeu o apoio da Associação Umbandista Mãe Dinair.

Profissionais da Sema distribuíram kits ambientais para cerca de 60 participantes. A pedagoga Daniela da Silva esclareceu que as cartilhas de educação ambiental foram diferenciadas conforme a faixa etária: “as crianças receberam cartilhas que falam da água e do lixo, com linguagem simples e de fácil absorção. Já os professores receberam kits com outros temas, inclusive com as legislações ambientais”.

A equipe de trabalho reuniu os participantes do evento em volta do mastro que simboliza a festividade de São Sebastião, padroeiro de Igarapé-Açu. Segundo os moradores, existe uma relação forte da população com a natureza e muitos recorrem ao santo padroeiro para restabelecer o equilíbrio com o meio ambiente.

Para possibilitar a participação de todos, criou-se a ‘grande roda’: momento em que o debate assumiu o tom de uma conversa informal, com relatos dos moradores, cânticos, críticas e sugestões. Essa interatividade permitiu que os facilitadores ouvissem as manifestações dos participantes e também explicassem, de forma lúdica, as letras das melodias cantadas pelo Grupo Arraial do Pavulagem.

Gincana Ecológica – Um almoço foi servido para que a programação continuasse com a Gincana do Lixo, atividade coordenada por Ronaldo Silva, compositor e um dos fundadores do Arraial do Pavulagem. A brincadeira incentivou crianças a recolherem o maior número de materiais descartados no tempo de 15 minutos. O montante de lixo recolhido assustou pela quantidade encontrada no local, mas a idéia serviu para Ronaldo ilustrar, em uma palestra, ações sustentáveis acerca do tema.

Troca de experiências – De um lado, o grupo musical Arraial do Pavulagem. De outro, crianças. O intercâmbio de experiências se deu na troca de relatos, que propiciou às técnicas da Sema e aos demais participantes conhecerem a realidade do local. O reconhecimento da área também foi feito por meio de uma caminhada, que partiu da sede do Centro Umbandista até a Praça Central. Durante o percurso, os participantes entoaram músicas folclóricas para valorizar a cultura paraense. Depois, foi realizada uma sessão de vídeo. O material audiovisual utilizou personagens para ambientar situações que abordassem o meio ambiente no dia-a-dia.

A socióloga da Sema, Doraci Lopes, revela que a ação com foco no lúdico teve como meta envolver e provocar a interação de crianças e adultos. “Para isso, foram utilizadas técnicas de canto e dança, que são bem atrativas, e assim, todo mundo se entusiasma e participa da atividade”, afirma.

Coleta seletiva – o material recolhido na gincana foi separado em diversas categorias – papel, plástico, metal e vidro. O saldo da ação foi bastante expressivo: as crianças da colônia aprenderam sobre reciclagem, reutilização e reaproveitamento do lixo.

Ana Paula Miranda
Ascom Sema
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