Operação Defeso apreende mais de 80kg de pescado em Belém

Durante fiscalização, 3 autos de infração foram efetuados pela Diretoria de Fiscalização (Difisc) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), nesta sexta-feira, 21. A ação faz parte do cumprimento do defeso do caranguejo-uçá, camarão rosa e alguns pescados, entre eles o mapará, o tambaqui, o pirapitinga e o pirarucu.

Duas equipes da Sema, acompanhadas por policiais do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), percorreram as feiras de São Brás, 25 de Setembro, Telégrafo, Pedreira, Entroncamento, Icoaraci e Bengüi, verificando o cumprimento do defeso e advertindo os comerciantes acerca da proibição.

Segundo Gláucio Torres, fiscal de meio ambiente, os comerciantes que vendem caranguejo deveriam mostrar documentos que comprovassem que os animais foram catados e armazenados antes do defeso. “Se houver documentação que comprove que o caranguejo foi capturado antes desse período e se o número de crustáceos declarados nos órgãos competentes for correspondente à nota apresentada, não há problema na comercialização”, declarou.

Para comercializar os caranguejos, em geral vindos dos municípios de São Caetano de Odivelas, Vigia e Curucá, os feirantes deveriam apresentar documentos que comprovassem a declaração de estoque, autorização para comercialização e origem do crustáceo. Tudo que revelasse que a compra havia sido realizada antes do período conhecido como suatá, época da desova e reprodução da espécie. Para o pescado, havia a necessidade de apresentar nota de compra de um criadouro legalmente registrado.

Valdemiro de Jorge, feirante que atua há 35 anos na venda do crustáceo, defende a fiscalização no período de reprodução do animal. “Se todo mundo tirar caranguejo nessa época, não vai ter acasalamento. Daqui a pouco, a população da espécie vai ficar reduzida e perderemos nosso ganha-pão”, reconheceu.

De todas as feiras visitadas, apenas um comerciante foi flagrado na venda da polpa de caranguejo, considerada proibida. Moema de Jesus, zootecnista da Sema, acredita que a operação foi bastante produtiva. “Lavramos três autos de infração, mas, no geral, percebemos que os vendedores estão bastante conscientizados e atribuo essa postura às nossas operações anteriores”, revelou.

 Ao total, a operação teve um saldo de 26,7g de camarão rosa, 22,5kg de tambaqui, 7,8kg de pirapitinga, 12kg de mapará e 3,8kg de pirarucu apreendidos e doados para a Igreja dos Capuchinhos, República do Emaús, no Bengüi, e para Casa do Menino Jesus III, instituição beneficente que abriga crianças com câncer, problemas cardíacos e renais, vindas do interior e de outros estados.

Para a irmã Silvaniza Barbosa, 75, que se dedica há 11 anos no trabalho da caridade, a doação veio em boa hora para as crianças do abrigo. ”A casa precisa de tudo e de todos, estamos sempre de braços abertos para doações”, disse, emocionada.

O defeso do caranguejo começou dia 20 de janeiro e vai até o dia 25 deste mês. Já o do camarão rosa teve início ainda em outubro, dia 15, e prosseguirá até o mesmo dia, em fevereiro. Tambaqui e outros pescados terão a espécie protegida até o dia 31 de março.

Ana Paula Miranda/ Ascom Sema

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