Criação do Parque Estadual Charapucu incentiva a ciência e o turismo

Belém, 12/11/2010 – A preservação dos ecossistemas naturais e da beleza paisagística, a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento do turismo ecológico e da educação ambiental estão entre as atividades de interesse público inseridas no decreto, assinado pela governadora Ana Júlia Carepa e publicado em 9 de novembro deste ano, de criação do Parque Estadual Charapucu, no município de Afuá, no Marajó.

O decreto, nº 2592/2010, cria a nova Unidade de Conservação (UC), que possui uma área de 65.181,94 ha e está sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), para administrar e presidir o conselho consultivo e também adotar medidas necessárias à efetiva proteção e implantação do Parque de Charapucu.

O Parque faz parte de um conjunto de quatro unidades de Conservação da Natureza de Proteção Integral no Arquipélago do Marajó e é a primeira zona núcleo da futura Reserva da Biosfera do Marajó. A Coordenadoria de Ecossistemas (CEC), da Sema, trabalha  nessa área importante à preservação do meio ambiente do Pará.

A Reserva da Biosfera do Marajó é composta por 12 municípios, possui cerca de 333 mil habitantes, área de aproximadamente 6.847 mil hectares – maior do que a do estado do Rio de Janeiro e até mesmo da Dinamarca. “A esta grande dimensão é necessário o apoio de outras instituições – estatais e não governamentais – para que se possa desenvolver o trabalho de acordo com os principais objetivos de preservação ambiental”, garante o engenheiro florestal e coordenador da CEC, Crisomar Lobato.

Para ser distinguida como Reserva da Biosfera é imprescindível que a United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) reconheça, dentro dessa unidade, um Parque de Proteção Integral. Para o coordenador da CEC, o principal objetivo do novo Parque Estadual Charapucu é “alavancar o projeto Reserva da Biosfera do Marajó”.

O Parque Estadual Charapucu é caracterizado por um ecossistema de vegetação de várzeas e igapós, preservados, com áreas nunca exploradas e apresenta características puramente amazônicas. Na área, podem ser encontrados rios de águas brancas barrentas por influência do rio Amazonas e ainda rios de águas pretas, que vêm dos campos marajoaras.

Com bioma costeiro amazônico, é o único lugar onde há o encontro das espécies de peixe-boi amazônico e marinho. O Parque possui áreas de dificílimo acesso totalmente preservadas, com recursos biológicos intactos. Cercado por 35 comunidades tradicionais, o novo parque foi criado com o aval dos moradores da região, que futuramente serão assistidos pela gestão da unidade de conservação através de projetos de desenvolvimento sustentável.

O Parque Estadual é a 21ª Unidade de Conservação criada no estado do Pará em um período de 21 anos. A primeira UC foi a Área de Preservação Ambiental (APA) Marajó, em 1989.

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