Sema treina pedagogos com jogos de educação ambiental

Detetive dos animais, trilha de surpresa, máquina fotográfica e poema dobrado foram os jogos utilizados pelas educadoras ambientais Socorro Brasil e Argemira Araújo para aguçar os sentidos de cerca de 40 pedagogos de Cametá para questões que envolvem o meio ambiente. Essas atividades foram feitas na última terça-feira, 22, durante o Seminário de Descentralização da Gestão Ambiental, organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), no campus da Universidade Federal do Pará em Cametá.

Essa série de jogos é chamada no Pará de Vivências Ambientais, para fortalecer a consciência ambiental de professores da rede pública de ensino. A educadora Socorro Brasil conta que a execução dos quatro jogos desenvolvidos é uma forma de levar os participantes a refletirem sobre os problemas ambientais e estimularem a mudança de comportamento na sociedade. “O que eles aprenderam aqui vão reproduzir nas salas de aula, e daí para a sociedade. É o que esperamos”, disse.
 
Estágios – O aprendizado seqüencial de educação ambiental foi dividido em quatro estágios. No primeiro, os participantes puderam desenvolver o entusiasmo pela vida, por meio do jogo Detetive de Animais.

Os pedagogos tinham que descobrir que animal estava afixado em suas costas, perguntando aos pares as características do bicho. As perguntas deveriam ser objetivas e podiam ser respondidas pelos parceiros com sim ou não.

No segundo estágio, o foco foi a percepção aos objetos estranhos presentes na natureza. As pessoas já estão muito acostumadas com o lixo, por exemplo, que pouco prestam atenção ao que não deveria estar presente no meio em que vivem. Com o jogo Trilha da Surpresa, os participantes tiveram que observar quantos objetos haviam sido colocados em uma área delimitada em cerca de um metro quadrado em um jardim da UFPa.

“Os pedagogos contaram mentalmente os objetos estranhos percebidos no jardim, e depois deveriam informar o número à instrutora. Só quatro dos 42 professores conseguiram acertar a numeração correta. Isso mostra que as pessoas estão perdendo a sensibilidade para problemas ambientais como a questão do lixo, por exemplo, que faz parte do dia-a-dia de muitos e acaba parecendo normal. Queremos resgatar essa preocupação e criar a consciência em quem ainda não refletiu a esse respeito”, ressalvou Socorro.

O terceiro estágio foi feito com o jogo Máquina Fotográfica, em que uma pessoa atuava como fotógrafo e outra, máquina. O fotógrafo guiava a máquina, que deveria estar de olhos fechados até que fosse “clicada”. Ao “capturar” as fotos, a máquina deveria fechar os olhos e, em seguida, trocar de lugar com o fotógrafo.   Ao final dessa atividade, os grupos deveriam ’revelar’ a foto, ou seja, desenhar a imagem memorizada enquanto máquina. “Os pedagogos puderam contemplar a beleza do local onde estavam. Satisfazer os olhos; enxergar as potencialidades dos recursos naturais”,  explicou.

Por fim, o compartilhamento de experiências. No jogo Poema Dobrado, grupos de cinco pessoas escreveram, de forma peculiar, um poema que resumia os momentos vivenciados com as dinâmicas do dia .  “A primeira pessoa do grupo escrevia uma frase sobre sua experiência na oficina num pedaço de papel e o dobrava. A segunda lia a frase da primeira e criava uma segunda, a continuação. E os demais faziam a mesma coisa até que um texto único era formado. Com isso, percebemos que todos tiveram o mesmo sentimento de encantamento com a natureza”, conclui a educadora.

Luciana Almeida
Ascom Sema
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