Alunos de educação especial visitam o Parque do Utinga

Os alunos da Unidade Especializada Astério de Campos tiveram, nesta terça-feira, 15, uma aula diferente. Foi uma atividade ao ar livre no Parque Estadual do Utinga (Peut) que incluiu vídeo educativo sobre meio ambiente, visitação à Estação de Tratamento de Água (ETA) e plantio de mudas.

A programação faz parte da comemoração da Semana do Meio Ambiente elaborada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) que, em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e com a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), estenderam as atividades às escolas públicas do entorno.

A unidade especializada é voltada para o atendimento de crianças especiais. Deficientes auditivos e visuais recebem todo o carinho e apoio da equipe formada por professores e intérpretes. Reny Silva, coordenadora, explicou que dentro da própria equipe existem dois professores com deficiência auditiva “Acreditamos na inserção social dessas pessoas que são tão capacitadas quanto às ditas normais. E, quando as ensinamos, estamos fazendo capacitação para a vida”.

Reny começou a estimular os alunos com educação ambiental por acreditar que o contato com a natureza seria extremamente benéfico. “Essas crianças são muito tácteis e visuais. Gostam de sentir a textura das folhas, de olhar a natureza. Assim, percebem que animais, plantas e homens podem dividir harmoniosamente o mesmo espaço”, concluiu.

Leuda Silva, professora dos chamados “múltiplos”, alunos com mais de uma deficiência, viu com entusiasmo a iniciativa da Sema em convidar alunos de educação especial para essa atividade “Meus alunos estão adorando o passeio. Essas atividades ao ar livre enriquecem o aprendizado deles”, disse.

No colégio, os pais também são incentivados a aprender a língua brasileira de sinais ( libras), a segunda língua materna dos alunos. “Algumas pessoas desconhecem que os deficientes auditivos são bilíngües. Aprendem libras e português para se comunicar entre seus semelhantes e com os que não têm deficiência. Por isso, aconselhamos os outros membros da família a aprenderem a língua e a compartilharem as experiências com eles.”

Prova disso foi a presença de Raimunda Lima, mãe de Joaquim, deficiente auditivo e participante do evento. “Achei maravilhosa essa iniciativa. O Joaquim é hiperativo, mas aqui está se sentindo muito bem, está tranqüilo, apreciando o passeio e prestando atenção nas explicações”.

Na sede do parque, os alunos assistiram a um vídeo sobre o parque, ganharam kits com camisas e cartilhas com temas ambientais e, depois de um breve lanche, seguiram para uma visita ao lago Água Preta e à ETA Bolonha.

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