Encontro discute Reserva de Biosfera do Marajó

A reconciliação entre as atividades desenvolvidas pelo homem e a conservação da natureza é um dos grandes desafios deste século. Em virtude de visíveis consequências da destruição do meio ambiente, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e outras instituições têm criado mecanismos à manutenção dos ecossistemas.

A Coordenadoria de Ecossistemas da Diretoria de Áreas Protegidas da Sema tem trabalhado desde 2008 em projetos que visam à criação da Reserva de Biosfera do Marajó. O arquipélago é um dos maiores do mundo, possui uma extensão de 59.043,22 km2.

A participação no IV Encontro de Reserva de Biosfera na Amazônia, no início de abril, foi fundamental para a apresentação da proposta à Unesco. A realização de oficinas nas comunidades do Marajó buscou informar a população da possibilidade da criação da Reserva.

O Coordenador de Ecossistemas da Sema, Crisomar Lobato, crê nas chances da efetivação do projeto. “Acredito que vamos conseguir o reconhecimento da Unesco para a criação da Rebio Marajó”, revela.

De acordo com a Unesco, o Brasil apresenta 20% da fauna catalogada do mundo. No Pará, a Rebio Marajó possui 6.847.324,30 ha, correspondente ao território maior do que a Dinamarca e viria para integrar um grupo de seis reservas existentes no país.

Na região do Marajó já existem algumas unidades de conservação de ecossistemas: Reserva Ecológica da Mata do Bacurizal e do Lago Caraparu, Reserva Extrativista Marinha de Soure, Reserva Extrativista Mapuá, Parque Estadual Charapucu entre outras.

Reservas de Biosfera – Reconhecidas pela Unesco, fazem parte do “Programa Homem e Biosfera”, que trabalha os conceitos de conservação e sustentabilidade mundialmente.

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