Sema finaliza III Módulo de capacitação da gestão das águas

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio de sua Diretoria de Recursos Hídricos (Direh), concluiu, na tarde da última terça-feira, 15, o III Módulo de Capacitação da Gestão de Recursos Hídricos, no auditório do Golden Mar Hotel.
A capacitação integra uma das ações do “Água para Todos’, programa que possui, em seus projetos, a implementação de ações de educação ambiental para o uso racional das águas, coordenada pela Sema. Representantes e líderes de comunidades do Baixo Guamá, técnicos das prefeituras e participaram do evento. Este III módulo foi precedido de um de orientações da legislação dos recursos hídricos e outro que abordou águas subterrâneas e atmosféricas, ambos em 2009.
A coordenadora do evento e gerente de planejamento da Direh, Verônica Santos, apresentou aos participantes o novo diretor de Recursos Hídricos da Sema, o engenheiro sanitarista Paulo Altieri, que enfatizou a importância da sociedade civil organizada no fortalecimento da gestão social e participativa “Nenhum processo de gestão de águas poderá ter sucesso sem a participação da sociedade. É preciso o apoio e a consciência de todos nessa empreitada”, reforçou Altieri.
O III Módulo focou o uso racional das águas superficiais no Pará e teve, pela manhã, a palestra da coordenadora de Informação e Planejamento da Direh, a geóloga Aline Meiguins, que explicou os conceitos de unidade física bacia hidrográfica; relação água subterrânea e bacia hidrográfica; e bacia hidrográfica como unidade de planejamento.
 
Meiguins exibiu imagens que fundamentaram sua explicação “Sei que muitos gostam da idéia de viver à beira de rios, mas a ocupação humana das várzeas interfere drasticamente na qualidade das águas subterrâneas”, disse a coordenadora.
 
O hidrólogo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CRPM/Serviço Geológico do Brasil), David Lopes, na segunda parte do evento, abordou as questões ambientais da hidrologia – rios, lagos, igarapés -; da hidrogeologia (poços e aquíferos); gestão territorial e a geologia básica e recursos minerais.
 
“A água compõe 70% do planeta, mas enquanto a população cresce a quantidade da água continua a mesma de 2.000 anos atrás”, exemplifica o pesquisador Lopes durante abordagem das causas de poluição das águas por fezes, restos de alimentos, efluentes químicos e as doenças transmitidas por ingestão desse líquido ou simples contato com essas contaminações por bactérias ou vírus que prejudicam o ser humano e toda a fauna e flora aquática.
 
O relacionamento do lixo com a água na Região Metropolitana de Belém (RMB) causou polêmica entre os participantes preocupados com o aterro (controlado) do Aurá e lixões existentes no Baixo Guamá. A deficiência na coleta e a disposição inadequada do lixo próximo a cursos d’água, com o consequente chorume poluindo mananciais aquíferos, animais e catadores presentes nesse ambiente insalubre e marginalizado centralizaram as discussões na busca de soluções rápidas e eficazes. Questões do esgoto e saneamento da RMB encerraram a capacitação da gestão das águas.
 
Ana Paula Miranda/Luiz Otávio – Ascom/Sema
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