Pará utilizará tecnologia americana para proteger o meio ambiente

Copenhague – Em encontro reservado entre a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ficou acertado que o governo do Pará vai se utilizar de tecnologias já desenvolvidas pelo estado americano nos últimos oito anos, na área ambiental. A governadora convidou Schwarzenegger para visitar o Pará em agosto de 2010 e o convite foi aceito de pronto.

O encontro foi realizado durante recepção oferecida ao governador californiano na embaixada dos Estados Unidos na Dinamarca na noite de segunda-feira, 14. A governadora estava acompanhada do secretário de Meio Ambiente, Aníbal Picanço. A Califórnia se destaca por sua economia verde e lidera o debate em torno da questão ambiental. Schwarzenegger tem conseguido inclusive influenciar o governo de Barack Obama nesse tema.

Na segunda-feira, a governadora participou ainda do Fórum de Governadores da Amazônia, que reuniu um público formado por organizações não-governamentais, investidores e observadores internacionais. Além de Ana Júlia, participaram do Fórum dos Governadores Binho Marques (Acre), Waldez Góes (Amapá), Eduardo Braga (Amazonas), Blairo Maggi (MT) e Carlos Gaguinho (Tocantins).

Em sua apresentação, a governadora demonstrou que a economia florestal é a saída para compatibilizar a reserva legal já alterada. Ela destacou os esforços do governo na estruturação de uma economia com regras ambientais claras e o uso da terra condizente com a premissa de sustentabilidade.

Para isso, relacionou algumas políticas que sua gestão está desenvolvendo, dentre elas a lei estadual da regularização fundiária, o Cadastro Ambiental Rural, o programa de restauração florestal 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia, o Zoneamento Ecológico-Econômico, o Plano de Prevenção, Combate e Alternativas ao Desmatamento (PPCAD), o decreto que institui a recomposição florestal e o Fórum Paraense de Mudanças Climáticas.

A governadora enfatizou que todo esse esforço visa criar um ambiente propício, regulamentado que transmita confiança e segurança jurídica aos investidores, e com isso se promova o desenvolvimento de atividades rurais de forma duradoura.

O Pará possui pelo menos 20 milhões de hectares de áreas abertas que podem receber essas atividades, seja para o plantio de palmas, formação de pastagens, reflorestamento e produção alimentar em escala de pequeno, médio e grande porte. "O desmatamento não vai ser combatido apenas com comando e controle, só poderá ser enfrentado com alternativas econômicas de produção e é isso que estamos fazendo no Pará".

A governadora voltou a cobrar dos países ricos que ajudem a proteger as florestas tropicais do mundo. "É preciso enxergar que na floresta vivem pessoas, que querem ter qualidade de vida". Para isso, ela defendeu mecanismos de pagamentos como a Redução por Desmatamento e Degradação Evitados (REDD) e a flexibilidade do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para financiar crédito de carbono do reflorestamento. "Os mecanismos para a conservação da florestal tem que ser responsabilidade de todos", acentuou Ana Júlia.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reconheceu a importância dos governadores da Amazônia na redução do desmatamento que sofreu sua maior queda nos 21 anos que essas taxas são medidas pelo Inpe. "Esse Fórum demonstra a unidade existente entre os governadores, que caminham juntos independente da questão partidária", ressaltou Minc.

Ivonete Motta – Secom

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