Governo inaugura novo modelo de desenvolvimento no sul e sudeste do Pará

Não é de hoje que a governadora Ana Júlia Carepa fala que o Pará está experimentando um novo modelo de desenvolvimento econômico baseado na responsabilidade, atração de novos negócios e uma distribuição de renda capaz de melhorar a qualidade de vida da população. Nos municípios das regiões sul e sudeste paraenses, o novo modelo já é uma realidade com um volume de investimentos inigualáveis nos últimos dez anos. Na cidade de Curionópolis, onde ocorreu o apogeu e a decadência do ouro, os moradores respiram novos tempos com a volta do projeto Serra Leste, ruas asfaltadas, merenda na escola e a reforma completa do hospital municipal.

No conjunto de investimentos, a governadora destacou a entrada dos projetos da Aços Laminados do Pará (Alpa), com US$ 2,76 bilhões de dólares e da Aço Cearense, que já firmou compromisso com o governo para implantar uma indústria de laminados avaliada em R$ 750 milhões de dólares. Afora isso, o governo trabalha a aplicação dos recursos do Fundo de Desestatualização da Companhia Vale, "um dinheiro considerado perdido, mas nós fomos atrás porque esse dinheiro é do povo do Pará", disse a governadora Ana Júlia Carepa, durante sua visita ao município de Curionópolis, na última quarta-feira, 9.

Com o dinheiro do Fundo, o governo tem beneficiado a região com várias frentes de investimento nos setores da saúde, educação e infraestrutura. "E nós vamos continuar investindo. Em 2010, vamos mandar a segunda patrulha agrícola para o município de Curionópolis", disse a governadora. Na área da saúde, o município está reconstruindo o Hospital Municipal, com capacidade para atendimento dos casos de média complexidade.

Segundo a secretária de Saúde local, Eliseth Abreu, o novo hospital terá serviços de clínica médica, obstetrícia, pediatria e cirurgias em geral. Até a lavadora de roupas antiga será substituída, conforme promessa da governadora, que ficou sensibilizada com o estado de sucateamento do equipamento. Ainda na cidade de Curionópolis, a parceria com o governo do estado tem dado oportunidade financeira para a prefeitura conseguir executar as obras de pavimentação de cinco quilômetros de ruas no bairro Planalto. A obra construiu rede de esgoto e calçadas, livrando os moradores dos buracos e da poeira.

Atração – O secretário estadual de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, também ressalta que o novo modelo de desenvolvimento tem atraído dezenas de novos empreendimentos para as regiões sul e sudeste. Na área mineração propriamente dita, o secretário, que teve uma atuação destacada na liberação ambiental do projeto Serra Leste, disse que tem outros empreendimentos aguardando pela análise do Conselho Estadual de Meio Ambiente, como o projeto Serra Pelada, projeto Cristalino e da empresa Colossos, que vai explorar ouro no distrito de Serra Pelada, a partir de um contrato firmado com a Cooperativa de Mineração de Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Pelos cálculos do secretário, esses novos empreendimentos, além de gerarem emprego e renda, vão devolver o desenvolvimento à região prejudicada com o fim da exploração manual do garimpo de Será Pelada, em 1992. "O Pará vive um novo tempo na cadeia produtiva da mineração, mas não com a exploração, mas sim com responsabilidade econômica e social?, informou.

Só pelo projeto Serra Leste, previsto para iniciar suas atividades em 90 dias, o governo do Pará espera gerar 500 empregos diretos (na primeira fase) e outros 350 na fase de operação. Em termos de recursos, a expectativa é pela movimentação de R$ 40 milhões ao ano entre tributos e royalties. Só para o município de Curionópolis deverá ser repassado algo em torno de R$ 2,4 milhões.

Patrões – Ninguém mais que os ex-garimpeiros estão contentes com o novo tempo em Curionópolis. Praticamente isolados com o final da exploração manual de Serra Pelada, o grupo agora espera por novos dias. Segundo Salustiano Santos, diretor social da Cooperativa de Mineração de Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), que reúne 45.570 garimpeiros, a tão sonhada pensão vitalícia de até três salários mínimos está prestes a ser aprovada na Câmara Federal, em Brasília.


A Coomigasp também entrou na disputa pelo mercado da exploração do ouro. A entidade conseguiu ainda no governo do ex-presidente João Figueiredo a permissão para explorar uma área de 100 hectares. "O alvará de pesquisa deve ficar pronto ano que vem", espera Salustiano. Outros 700 hectares foram conseguidos via Ministério das Minas e Energia e outros 123 estão sendo negociados com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
Em Parauapebas, a obra soma R$ 5 milhões de investimento na construção de um centro administrativo; em Eldorado dos Carajás, os alunos vão ganhar uma escola moderna com 12 salas de aula, quadra de esporte e área de lazer; em São Geraldo do Araguaia, os índios da etnia Surui estão ganhando casas já dotadas com iluminação elétrica. "O Governo Popular trabalha para todos os 143 municípios do Estado com o objetivo principal de melhorar a qualidade de vida da população", afirma a governadora Ana Júlia Carepa.

Na área em questão, a Coomigasp pretende voltar a explorar o ouro em dois projetos denominados de primário e secundário. O primeiro já foi aprovado em assembléia dos garimpeiros no dia 8 de novembro deste ano. A empresa Amazônia de Mineração deverá dividir a lavra com percentual de 45% para a empresa e 55% para os garimpeiros. No segundo, a empresa Colossos Geologia já está operando com trabalhos de pesquisa de solo. "Só isso já deu emprego para cem jovens da nossa comunidade", comemora. A empresa Colossos ainda aguarda pela liberação ambiental no Coema, "mas estamos confiantes, pois temos o apoio da nossa governadora Ana Júlia", completa Salustiano Santos.

Outros – Ainda nas regiões sul e sudeste do Pará, o Governo Popular tem deixado sua marca do desenvolvimento. São milhões de reais aplicados em obras de recuperação de rodovias, estradas vicinais, pontes e construção de casas populares.

Secom (Marabá)

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