Sociedade discute o Zoneamento Ecológico-Econômico do Pará

O Secretário de Estado de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, participou, na segunda-feira, 23, da 13ª Audiência Pública do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), ocorrida no Centro de Convenções Benedito Nunes, na Universidade Federal do Pará (UFPA), no campus do Guamá.

O Secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Marcílio Monteiro, presidiu a reunião e enfatizou a importância do zoneamento para o Estado. “O ZEE proporcionará ao Pará um novo modelo de desenvolvimento socioambiental, um instrumento de orientação para a utilização correta dos recursos naturais, sem prejuízo ambiental ou social”, disse Monteiro.

A mesa foi composta por representantes da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Cikel Brasil Verde S.A, o Sindicato dos Trabalhadores de Itupiranga (STI) e os deputados estaduais Bosco Gabriel e Gabriel Guerreiro.

Agricultores, pescadores, comerciantes, empresários e pessoas ligadas aos setores produtivos das Zonas Leste e Calha Norte fizeram parte da plateia.

Os palestrantes fizeram exposição dos estudos técnicos das vegetações, uso da terra, solo, aptidões agrícolas, geomorfologia, geologia, estudos populacionais, estrutura fundiária, potencialidades e vulnerabilidades econômicas. Essas informações farão parte de um banco de dados para indicar o uso mais adequado e sustentável dos recursos naturais do Pará.

O secretário de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, pontuou que o ZEE reforçará a tese de que é necessário preservar para desenvolver o Estado “O zoneamento dará ao Pará uma consciência conservacionista para todos os envolvidos. Quando existe um planejamento com inclusão social, há um avanço no desenvolvimento. Só para comprovar, os dados estatísticos têm mostrado que o Pará reduziu em 37% a devastação ilegal em apenas um ano”, revelou.

No encerramento, o Secretário de Projetos Estratégicos, Marcílio Monteiro, respondendo a um dos últimos questionamentos feitos por representantes do município de Santana do Araguaia, esclareceu que o papel do ZEE não é criar unidades de conservação, mas de indicar potenciais áreas para preservação.

O ZEE será útil nas ações do Governo, na iniciativa privada e em toda a sociedade. Todos os processos de produção agrícola, florestal, industrial e mineradora deverão seguir as indicações e diretrizes do programa.

Ana Paula Miranda
Luciana Almeida

Ascom Sema/PA

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