Audiências públicas avaliam estudos do ZEE da Zona Leste

Castanhal e Capanema foram os dois primeiros municípios que realizaram audiências públicas, no último final de semana, para validação do Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Leste. Após as audiências em mais oito municípios, as discussões da Zona Leste e as da Calha Norte, já ocorridas, integrarão um projeto de lei que será apreciado pela Assembleia Legislativa.

Segundo o secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Marcílio Monteiro, o Zoneamento faz parte de um novo modelo de desenvolvimento, que mantém os recursos naturais, assim como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a regularização fundiária. Em Castanhal, ele afirmou que "todas as pessoas que participaram da audiência pública podem ter orgulho e dizer que subescreveram este projeto de lei. Essa é a grande diferença".

Para o representante do escritório da Emater em Castanhal, Ricardo Dohara, o Zoneamento indicará para quem trabalha na agricultura o que plantar e de que forma. "O ZEE é uma ferramenta que norteará o nosso trabalho", explicou Dohara. "Os estudos vão contribuir e diminuir a margem de erro", completou, referindo-se ao trabalho dos pesquisadores.

O diretor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Manoel Imbiriba Júnior, declarou que o grande desafio é fazer valer o esforço dos debates com a efetivação do ZEE. A representante do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Maracanã, Ângela Moraes, afirmou que os trabalhadores rurais estão dispostos a contribuir, mas é preciso agilizar as ações.

Marco – Representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Márcio Miranda (DEM) disse que o ZEE é um marco histórico. "Vamos conhecer o Estado por dentro", frisou. O parlamentar ressaltou a importância da regularização fundiária e aproveitou para informar que a Assembleia aprovou o projeto que trata do assunto.

A agricultura familiar é uma das principais atividade das regiões que abrangem Capanema e Castanhal. Nas apresentações dos grupos que contribuíram com os estudos técnicos dos pesquisadores, a agricultura familiar foi considerada o segmento mais importante, seguida do turismo.

O grupo de Primavera, Quatipuru, São João de Pirabas e Salinópolis citou a pesca como atividade forte na região, seguida por agricultura familiar, turismo, ecoturismo, pesca esportiva e extração mineral.

Os representantes de Capanema chegaram a propor alternativas para o município, como a criação na região de corredores ecológicos e de recuperação de nascentes e mananciais das bacias hidrográficas, além da criação de uma Zona de Industrialização.

O chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, participou da audiência pública de Capanema e afirmou que o governo de Ana Júlia Carepa está criando novas regras para a produção. "Nós não vamos voltar atrás", afirmou ele, referindo-se aos avanços que vêm sendo registrados com o Zoneamento.

Potencialidades – Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Universidade Federal do Pará, Universidade Federal Rural da Amazônia, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema de Proteção da Amazônia e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apresentaram os trabalhos técnicos que embasaram as discussões sobre potencialidades econômicas, sociais e ambientais.

Em Capanema estiveram presentes os prefeitos de Salinópolis, Wagner Khoury; de Viseu, Cristiano Vale; de Peixe-Boi, Élia Jaques, e de Primavera, Cleuma Bezerra. Capanema foi representado pelo secretário de Planejamento, Adriano de Oliveira.

As audiências públicas contaram com representantes da Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos/Pará Rural, Assembleia Legislativa, Câmaras Municipais, Gabinete da Casa Civil, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Federação da Agricultura no Estado do Pará (Faepa), escritórios regionais da Emater, Adepará, sindicatos de trabalhadores e várias associações e sindicatos de outras categorias.

Ascom/Pará Rural

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