Parque Estadual do Utinga identifica espécies para o público

Belém (08/10/09) – A Gerência do Parque Estadual do Utinga (PEUt) está de mudança da sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para o Centro de Visitação do Parque, às margens do Lago Água Preta. Seis técnicos já estão se alojando nas instalações destinadas ao trabalho que será desenvolvido no manejo das trilhas para inventário de vegetais e animais e na proteção do meio ambiente do local que abriga os lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem Belém com água tratada. Dez estagiários estão sendo contratados para recepcionar e monitorar os visitantes dentro do PEUt.
 
O manejo das trilhas está sendo feito desde abril deste ano. Nos 1.800 metros ao longo da trilha dos Macacos já estão identificados e catalogados vegetais típicos da região amazônica: caferana, taxi vermelho, abiurana, matá-matá, quaruba, quariquara, caju-açu, cipó-de-jabuti, cupiúba, mandioqueira e anani estão entre as mais frequentes no percurso.
 
A expectativa da gerente do PEUt, em exercício, a turismóloga e especialista em trilhas, Socorro Almeida, é que até o final de novembro já estejam afixadas as placas identificadoras por toda a trilha dos Macacos para que os visitantes conheçam o nome dos vegetais e assim tenham mais participação na preservação ambiental do Parque. “Conhecendo as espécies, as pessoas passam a ter mais respeito pelo meio ambiente”, acredita.

O inventário animal vai ser resgatado juntamente com pesquisadores da UFPa e outras instituições de pesquisa, mas já é reconhecida a presença de capivaras, serpentes, preguiças, insetos, borboletas, jaguatirica – felino de pequeno porte – e outras espécies.
            
Batimetria – A determinação do relevo do fundo dos lagos Bolonha e Água Preta está sendo realizada por meio de um sonar acústico (Acustic Doppler Courrente Profiler – ADCP) que determina a profundidade dos lagos e a vazão por segundo no abastecimento de água de Belém. Atualmente o Lago Água Preta tem profundidade entre 1,5m e 7m e velocidade de vazão de 1cm/seg, o que representa 50 metros cúbicos/h e no Bolonha foi detectado entre 2m e 5m para atingir o fundo, com vazão semelhante ao outro lago do Parque Ambiental.
Os pesquisadores David Lopes, engenheiro sanitarista, hidrólogo da Companhia de Pesquisas de Recursos Naturais, e Patrícia Holanda, engenheira mecânica de fluidos da UFPA, revelam que esse trabalho mostra que os moradores das habitações que circundam os lagos precisam saber que os esgotos despejados nesses ambientes se sedimentam e diminuem a profundidade. “Esse problema precisa ser discutido amplamente com a sociedade” conclui David.
 
Ascom/Sema

 

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