Comunidades rurais participam de debate sobre o ZEE Calha Norte

Técnicos dos governos federal, estadual e de organizações não governamentais discutiram na sede municipal de Almeirim os estudos técnicos e os mapas de gestão territorial referentes ao Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) – Zona da Calha Norte do Amazonas – com lideranças de comunidades de agricultores familiares dos municípios de Gurupá e Almeirim.

As reuniões preparatórias, realizadas nos dias 29 e 30 de setembro, na Escola Nossa Senhora da Conceição, antecederam a audiência pública que acontece nesta quinta-feira (1º), organizada pelo governo do Pará, por meio do Programa Pará Rural, gerenciado pela Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe).

A audiência pública conta com a presença de secretários de Estado, parlamentares, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), membros do Poder judiciário e lideranças de movimentos sociais do Baixo Amazonas.

Depoimentos – Segundo Nivaldo dos Santos Nascimento, representante dos movimentos quilombolas na região, "os estudos prévios do ZEE foram importantes no processo de discussão com as comunidades. Outro aspecto relevante é a discussão envolvendo governo e população, para atingir o objetivo do ZEE com as ações planejadas".

Na avaliação do técnico do Museu Paraense Emílio Goeldi, Leandro Ferreira, "elaborar a carta de gestão territorial com a população dos municípios de Almeirim e Gurupá é fundamental para que as pessoas passem a acreditar que fazem parte do processo de organização do zoneamento".

O agricultor Benedito Custódio disse que o ZEE pode contribuir com o fortalecimento do cooperativismo, enquanto o engenheiro florestal Henrique Amadeu Fernandes Monteiro, da Adepará, considerou o ZEE como "um direcionamento ao município no âmbito da produção e serviços. O zoneamento é importante porque define a vocação da região e contribui para o direcionamento de ações nos municípios".

Apoio institucional – As reuniões preparatórias contaram com a participação de representantes de instituições governamentais nas esferas federal, estadual e municipal, como Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental), Museu Paraense Emílio Goeldi (MMEG), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Prefeitura Municipal de Almeirim e Câmara de Vereadores.

Também participaram representantes de ONGs e endades sociais, como a Associação de Manipuladores de Alimentos e Trabalhadores de Serviços Diversos, Extrativistas, Tiradores de Açaí, Ecologistas em Desenvolvimento Sustentável do município e distritos de Gurupá (Amatuspegupá), Associação de Mulheres Trabalhadoras do município de Almeirim (Amutal), Associação das Parteiras (Aspart), Comunidade Santa Maria, Comunidade Central, Instituto Gurupá, Jovens.Com, Movimentos Quilombolas, Colônias de Pesca Z-33 e Z-43 de Almeirim e Gurupá, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Almeirim (STR), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Gurupá (STTR) e Instituto Floresta Tropical (IFT).

Edson Gillet – Sepe/Pará Rural

 

 

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