Sema: Sinal verde para o projeto de energia no Marajó

Nos próximos 18 meses, uma boa parte do arquipélago do Marajó terá energia firme. O anseio histórico da população marajoara se transformou em um compromisso do Governo Popular e no próximo dia 25 de setembro, em Portel, a governadora Ana Júlia Carepa lançará a pedra fundamental do projeto que vai levar energia elétrica a todo o arquipélago, a partir da hidrelétrica de Tucuruí, atingindo 50 mil unidades consumidoras e beneficiando 250 mil habitantes.

Na primeira fase do projeto, em 18 meses, a energia será levada de Cametá para Portel, depois para Breves, Melgaço, Bagre e Curralinho. Na segunda fase, também em 18 meses, a ação estruturante vai alcançar mais 10 municípios, perfazendo 15 dos 16 municípios da Região de Integração Marajó. Gurupá, na fronteira do Marajó, será beneficiado com outra linha de tranmissão ou energia alternativa.

O secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, explica que a energia para o Marajó virá de uma localidade em Cametá, no Tocantins, chamada Parada do Bento, onde será feita uma conexão com Portel, depois com Breves, Bagre, Melgaço e Curralinho. Farias informou que o contrato já foi assinado para a construção de 17 subestações e das linhas de transmissão, que funcionarão nas tensões 138 kv e 34 kv e terão pouco mais de 1 mil quilômetros de extensão e 20 metros de largura.

"Os estudos ambientais, a topografia e o projeto civil estão em andamento. O traçado das linhas já foi definido e os terrenos das subestações já foram adquiridos", disse Farias. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) já deu licença para a abertura das picadas (caminho pelo qual o linhão vai passar).

O investimento total, em 36 meses é de R$ 473,61 milhões de recursos federais na interligação da Ilha do Marajó ao Sistema Interligado Nacional (SIN), no Pará, dividido em duas etapas. Na primeira etapa, o investimento é de R$ 100 milhões, mas o secretário afiança que a energia deve-se à perseverança do povo do Marajó e à desenvoltura da governadora Ana Júlia Carepa no setor enegético.

"A governadora conhece bem o sistema nacional de energia. Quando senadora, discutiu o sistema de energia elétrica do País, apresentou um projeto de royalties sobre mineração, tem uma afinidade muito grande com a ministra Dilma Roussef, que já foi ministra de Minas e Energia e desde então acompanha a luta da população do Marajó. Em junho de 2007, Ana Júlia assinou um termo de compromisso com o presidente Lula para construir essa obra, que faz parte do Plano de Desenvolvimento do Marajó. E agora é realidade", assinalou.

Hoje, 15 usinas geradoras movidas a óleo diesel garantem a energia elétrica a apenas 41% da população do Delta do Amazonas, isto é o menor índice de atendimento de energia de todas as regiões de integração do Estado. Essas usinas, que, juntas, consomem 40 milhões de litros de combustível por ano, promovendo um gasto de R$ 90 milhões, serão desativadas e a rede elétrica existente será integrada ao sistema nacional.

Fonte: Secom

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