Sema viabiliza programa

05 de setembro: os brasileiros, em especial os amazonidas, tem um motivo a mais para discutir e desenvolver planos de sustentabilidade, bem como respeitar a história sociocultural dos povos tradicionais e refletir a respeito do que irá ser fazer com a Amazônia daqui por diante. O Dia da Amazônia foi instituído em 2007, a data também lembra o dia em que foi criada a Província do Amazonas em 1850, pelo então Imperador D. Pedro II.

Foto:Victor Soares

Hoje, quando se fala em Amazônia a primeira imagem que surge no imaginário dos brasileiros retrata o desmatamento e, por conseqüente, no estado do Pará liderando a lista de estados brasileiros que mais desmatou nos últimos meses. Programas de reflorestamento e de sustentabilidade que buscam melhorar a qualidade de vida sem deixar de conservar a biodiversidade é uma realidade pouco abordada pela mídia, um exemplo disto é o Programa Extinção Zero que existe desde 2003 e tem como meta evitar a extinção de qualquer espécie animal ou vegetal do estado do Pará.

A primeira etapa do programa foi criar de uma lista de espécies de plantas, mamíferos, peixes, invertebrados, répteis, anfíbios e aves, ameaçadas de extinção. Ao todo 181 espécies compõem a lista, dividida em três categorias de ameaça, que se encontra disponível na página da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na internet. A Sema, por meio da Diretoria de Área Protegidas (DIAP), é parceira do Museu Paraense Emílio Goeldi na execução do programa.

A lista foi homologada, em 24 de outubro de 2007, pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e depois declarada por decreto pela governadora Ana Júlia Carepa. Com isto o Pará se torna o primeiro estado da Amazônia, e sétimo do Brasil, a ter uma lista de espécies nativas ameaçadas de extinção.

O Extinção Zero ainda está em fase de implementação. Pesquisadores estão definindo quais são as áreas críticas dentro do território paraense para mapeá-las e posteriormente monitorar estas áreas. A bióloga Nívea Pereira, da DIAP, explica que o andamento do programa é lento, pois se trata de um processo que exige cuidados redobrados e pesquisa exata. “É preciso muito estudo, não podemos arriscar, tem todo um planejamento para fazermos o mapeamento e o monitoramento das áreas”, diz a bióloga.

Técnicos e cientistas de instituições paraenses formam a Câmara Técnica Permanente de Espécies Ameaçadas de Extinção criada pela Sema para avaliar periodicamente a lista de espécies, identificar e monitorar as áreas críticas para a biodiversidade.

Foto: Divulgação

Amazônia: São 6,5 milhões de km² de área de florestas e rios navegáveis, cerca de 20% de todas as espécies de organismos vivos são encontradas na Amazônia. Estimativas da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) revelam que 34% das espécies de peixes, 25% dos mamíferos, 25% dos anfíbios, 20% dos répteis, 11% das aves e 12,5% das plantas estão ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Ascom Sema/PA
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