Amazônia: 20% da área desmatada está se regenerando

Estudo feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela que 20% das áreas desmatadas na floresta amazônica está se regenerando. Pará, Mato Grosso e Amapá já tiveram estas áreas mapeadas e, segundo o INPE, os demais estados serão mapeados até o fim do ano, mas a média de regenaração deve se manter.

A floresta de cerca de 20% das áreas desmatadas da Amazônia está se regenerando, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  O instituto fez pela primeira vez o mapeamento das matas secundárias, também chamadas de capoeiras, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

As áreas desmatadas nos três estados que já foram mapeados – Mato Grosso, Pará e Amapá – possuem em média 19,5% de áreas desmatadas em regeneração.  Os demais estados serão mapeados até o fim do ano, mas a média de regeneração deve se manter.  "É improvável que essa média varie muito.  Deve permanecer nessa ordem de grandeza", diz o pesquisador Cláudio Almeida, chefe do recém-criado Centro Regional da Amazônia (CRA) do Inpe.

Foram utilizadas imagens de 2007, quando o desmatamento acumulado na Amazônia era de 700 mil quilômetros quadrados.  Os números mais importantes são os do Pará e de Mato Grosso, onde está concentrada a maior parte das áreas desmatadas do bioma.

O Pará tem um desmatamento acumulado de 233 mil km², dos quais 51.484 km² (22%) estavam em processo de regeneração até 2007.  Em Mato Grosso, foram derrubados historicamente 201 mil km² de floresta, dos quais 22.611 km² (11,24%) tinham capoeira em 2007, de acordo com as imagens de satélite.  No Amapá, os números são 2.440 km² de desmatamento acumulado e 619 km² (25%) em regeneração.

Só foram contabilizadas no estudo as capoeiras com densidade suficiente para formar um dossel (ou copa) – o que permite que elas sejam detectadas nas imagens de satélite.  Vistas do solo, podem até parecer uma floresta nativa, com árvores grandes.  Vários estudos relatam, porém, que as capoeiras dificilmente recuperam a biodiversidade das florestas primárias que foram derrubadas.  São tipicamente formadas por menos espécies, tanto de flora quanto de fauna, e têm menos biomassa – o que significa, também, menos carbono.

Fontes: Amazônia.org e Eco Amazônia

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