Governadora reforça compromisso para implantação de siderúrgica

Rio de Janeiro – Em visita às instalações da indústria siderúrgica ThyssenKrupp CSA, no município de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, empreendimento que conta com 26% de participação acionária da empresa Vale, a governadora Ana Júlia Carepa assegurou que seu governo está direcionando todos os esforços para garantir os investimentos complementares, que darão viabilidade à siderúrgica que será implantada pela empresa no município de Marabá, sul do Estado.
Durante a visita na última quarta-feira (26), organizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedect), a governadora foi acompanhada por uma comitiva de empresários paraenses dos setores de metalurgia, construção civil e indústria naval, dentre outros segmentos econômicos. Também participaram da visita os titulares da Sedect, Maurílio Monteiro, e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Aníbal Picanço, além do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães.

Eles assistiram a uma apresentação detalhada sobre a indústria siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), que a Vale vai implantar em Marabá. A usina terá capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas métricas de aço por ano, entre placas, bobinas a quente e chapas grossas. O investimento está estimado em US$ 3,7 bilhões. O início das operações está previsto para 2013.
A usina da ThyssenKrupp CSA terá capacidade de produção anual de 5 milhões de toneladas – o dobro da capacidade da Alpa. A comitiva teve a oportunidade de ver como será a estrutura da siderúrgica paraense.
Impacto econômico – O diretor de Logística e Gestão de Projetos da Vale, Eduardo Bartolomeu, destacou que o projeto paraense terá impacto na economia de todo o Estado e é fundamental para o país, pois agregará valor à cadeia produtiva do minério. O empreendimento vai gerar 17 mil empregos no pico da obra, e 3 mil durante a operação.
Segundo Eduardo Bartolomeu, o apoio das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) será fundamental para a viabilização do projeto. Dentre as ações e investimentos esperados pela empresa para garantir esse suporte, constam a implantação do corredor hidroviário (eclusas de Tucuruí e Hidrovia Tocantins), a realocação da BR-230 (Transamazônica), as licenças ambientais em tempo hábil, incentivos fiscais e financeiros, inclusive da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), cessão da área para implantação do projeto, revitalização da Alça Viária, alteração da Lei de Uso e Ocupação do Solo, redução das alíquotas de tributos, como o Imposto Sobre Serviços (ISS), entre outras.

Ana Júlia Carepa afirmou que os entendimentos para a implantação desse conjunto de medidas já foram encaminhados aos órgãos competentes. "Essa visita, que reúne atores governamentais, empreendedores, prestadores de serviço, representa um passo importante na consolidação de um sonho de todos os paraenses, que é a possibilidade da nossa riqueza ser apropriada por um maior número de pessoas", ressaltou a governadora. Segundo ela, de certa forma o empreendimento é de todos, pois teve o esforço do governo e o apoio da Vale.

Negócios – Para os empresários, a visita foi muito positiva. Presidente da Estacon, empresa que figura entre as 20 maiores na área da construção pesada no Brasil, Lutfalla Bitar relembrou que produzir aço no Pará é a realização de um sonho. Ele considera que a usina representará uma grande oportunidade de negócios para o setor empresarial e a classe trabalhadora, pela geração de empregos decorrente do fomento aos negócios.
Já Ian Corrêa, presidente da Sinobras, indústria que produz vergalhões de aço em Marabá e atende ao mercado de todo o Brasil, disse que a implantação da Alpa contribuirá para a formação de mão de obra destinada a esse segmento industrial, escassa em todo o Pará, além de consolidar Marabá como um polo produtor de aço.
Roberto Kataoka, da Oyamota, indústria metalúrgica com sede no município de Castanhal, ressaltou a possibilidade de buscar matéria prima para os produtos que fabrica com mais facilidade, aumentando assim a competitividade da produção paraense. Atualmente, os fornecedores de Kataoka estão no centro/sul do Brasil, e até mesmo na China.
Para José Maria Mendonça, do Centro das Indústrias do Pará e vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), o governo deve oferecer incentivos para a Alpa e outras empresas que serão atraídas pela implantação da siderúrgica. "Esse empreendimento é imperativo para Marabá e um marco para a região. É o início da verticalização da mineração no Pará", assegurou.

Ivonete Motta – Secom

 

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