Pacajá recebe Mutirão Arco Verde, Terra legal

O Mutirão Arco Verde Terra Legal, uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal e que visa regularizar terras ocupadas ilegalmente e reduzir o desmatamento,  chegou nesta sexta-feira (21), ao município de Pacajá, região às margens da BR-230. A ação  oferece também serviços como emissão de documentos, registro civil, carteira de trabalho, registro geral.

Roberto Nascimento Moraes, hoje com 64 anos, chegou ao município de Pacajá há mais de 30, quando o então governo militar começou a abrir a Transamazônica. Vindo do Nordeste, ele constituiu família e alimentou a esperança de viver dias melhores. Com o suor do seu trabalho fez produtivos os quatro lotes de 20 alqueires cada que teve cedidos. Mas nunca teve um título definitiva da terra. Agora a esperança de Roberto se renova, com o mutirão. "Agora eu espero que vá acontecer, finalmente. O progresso parece estar chegando e se chega é para melhorar", diz Roberto.

Fonte: Agência Pará

 

Coberta de poeira no verão, Pacajá vive o drama do desmatamento e do isolamento num dos trechos mais difíceis da rodovia que rasga a região ao meio. Entre os serviços oferecidos pelo mutirão, dezenas de documentos foram emitidos no primeiro dia para adultos que nunca tiraram sequer a certidão de nascimento. Foi o caso de Luiz Gonzaga Pereira da Silva, nascido em 1943 no Maranhão. "Vim para o estado atrás de um pedaço de terra e nunca tive necessidade do documento. Agora quero regularizar minha terrinha", disse ele.

 

Outras dezenas de produtores rurais procuraram os guichês do Iterpa e do Incra, montados no Ginásio Municipal Poliesportivo para regularizar as suas propriedades, como foi o caso do senhor Ismael Rosa da Silva, 28 anos, agricultor, que pretende regularizar um lote de 20 alqueires onde cria gado para o corte. O mutirão continua seus serviços no sábado 22.

 

Somente há três anos, Pacajá recebeu internet privada, mas segundo os jovens da cidade o serviço era péssimo. Há pouco mais de um ano, porém, é comum ver vários jovens e adultos com notebooks na praça principal da cidade acessando o serviço banda larga oferecido gratuitamente pelo NavegaPará.

 

"Depois que acessamos a internet pública melhorou muito", explica Eric Luiz da Silva, 21, que completou o ensino médio há três anos e trabalha na fazenda de 80 alqueires da familia. "Em comparação com a cidade grande aqui é muito bom para o jovem porque não há violência", contou.

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