Madeira apreendida será doada à obras sociais

Uma ação do Ibama contra a exploração ilegal de castanheiras, árvore símbolo da Amazônia, apreendeu 556 m3 de madeira, cerca de 28 caminhões cheios, de diversas espécies amazônicas e aplicou R$ 291,7 mil em multas a três empresas que armazenavam e vendiam o produto irregularmente em Nova Ipixuna, a 66 Km de Marabá, no sudeste do Pará. Só de castanheira, árvore que é protegida por lei contra o corte, os fiscais da Gerência-Executiva do órgão em Marabá recolheram em tábuas e toras o equivalente a 7,5 caminhões cheios. A madeira apreendida será doada a obras sociais na região.
 
Entre os autuados pelo crime ambiental, está uma das maiores madeireiras da região. No local, os agentes encontraram 39 toras de castanheiras recém-cortadas, quatro delas escondidas entre troncos de angico, além de outras já serradas, ocultadas por tábuas de melancieira e faveira. Houve resistência à atuação da fiscalização. Mas o Ibama, com apoio da Polícia Federal, ocupou o pátio e retirou a madeira apreendida, que abasteceria o comércio ilegal. Além da apreensão de 270 m3, aproximadamente 14 caminhões, o empresário foi multado em R$ 82,5 mil por comprar e armazenar o produto ilegalmente.
 
Na segunda madeireira, o Ibama apreendeu 248 m3 de madeiras variadas, ou seja, cerca de 13 caminhões carregados, e multou a empresa em R$ 74 mil por ter em depósito o produto sem licença do Ibama, além de aplicar outra sanção de R$ 123,8 mil pela venda irregular de 412 m3, o equivalente a 20 caminhões. Já na última autuada, foram recolhidos 38 m3 de árvores já serradas, em torno de dois caminhões cheios, e aplicada multa de R$ 11,4 mil.
 
A castanheira — espécie que produz a castanha-do-Pará — é importante fonte de renda para a população tradicional da Amazônia.

Texto: Ascom/Ibama
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