Setor produtivo se une ao governo na defesa da economia paraense

A assinatura do Termo de Compromisso entre o governo do Estado e o Ministério Público Federal foi testemunhada e referendada, nesta quarta-feira (8), pelas representações do setor produtivo, que atuaram como intervenientes do documento.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Francisco Ferreira de Carvalho, destacou que o Pará vive um novo momento, uma vez que todas as partes tiveram a capacidade de construir um consenso na busca de saídas para os problemas enfrentados pelo Estado.

Já o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), Carlos Augusto Santos, enfatizou que o esforço institucional desse episódio demonstra que é possível combater o desmatamento que, segundo ele, é inegável e, ao mesmo tempo, preservar a dinâmica econômica e social do Estado.

O presidente da Federação da Agricultura (Faepa), Carlos Xavier, elogiou a coragem da governadora Ana Júlia Carepa de levar adiante o Zoneamento Ecológico-Econômico e considera que o Pará é o único Estado brasileiro que tem condições promover a regularização ambiental, porque já possui o marco legal instituído para isso.

 

Segundo Xavier, os produtores, incluindo os 935 projetos de assentamento sob responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), têm condições de recuperar o passivo ambiental na área alterada, que é de 24% do território paraense. Ele lembrou que a Faepa tem um programa que preconiza o desmatamento zero. "Os paraenses demonstram capacidade de produzir com equilíbrio", acentuou Xavier. 

O presidente da União dos Exportadores de Carne (UNIEC), Francisco Victer, também concorda que o Pará está iniciando uma nova era. Segundo ele, desde o início da crise, o governo se colocou à disposição para intermediar uma negociação que fosse viável para todos. Ele destacou que instrumentos como o ZEE, o Cadastro Ambiental Rural, a Licença de Atividade Rural, a regularização fundiária e a Guia de Trânsito Animal eletrônica são fundamentais para levar o setor à legalidade. Victer considera que há muito trabalho pela frente; um deles é levar aos produtores essa nova realidade, que estabelece a produção somente em condições de legalidade.

O vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiepa), José Maria da Costa Mendonça, destacou a busca pelo consenso, que resultou em uma solução que se mostra razoável para todas as partes.

O procurador-chefe da Procuradoria da República no Pará, José Augusto Potiguar, considera que a assinatura dos compromissos, tanto com o governo, quanto com a indústria frigorífica, marca a responsabilidade de todos com o Estado do Pará. Para Potiguar, o tempo vai confirmar que a medida do MPF foi fundamental para a mudança do perfil econômico do Estado. Para ele, foi firmada uma parceria entre as partes, todas comprometidas em promover o desenvolvimento com sustentabilidade.

Ivonete Motta – Secom

 

 

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