Crianças comemoram um ano dos mutuns no Mangal das Garças

Há exatamente um ano, o Mangal das Garças registrou o nascimento de dois pássaros em extinção na natureza. Nesta quarta-feira (8), a partir de 9h30, as crianças que participam das férias ecológicas do espaço, se reúnem no complexo ambiental para comemorar a preservação dos mutuns-cavalo (Mitu tubrosa).

A programação terá bolo e parabéns, além da apresentação de sugestões de nomes para as aves, que serão escolhidos em votação posterior. A ação tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a importância da espécie e do cuidado com a fauna amazônica.

Atualmente, o mutum-cavalo existe somente em parques ambientais, como o Mangal das Garças. Uma conquista inédita no Estado, os filhotes nasceram em cativeiro a partir de um criterioso trabalho de reprodução animal, desenvolvido pela equipe técnica do parque.

O mutum-cavalo é o maior da espécie no Brasil. Pode alcançar até 89 centímetros da altura e quase quatro quilos. A alimentação do pássaro é diversificada, incluindo frutos, folhas, sementes e insetos.

No Mangal, as aves encantam os visitantes, podendo ser vistas no Viveiro das Aningas, com outras cerca de 150 espécies. "Os mutuns estão entre as aves que ocorrem em nosso território, e que formam um grupo muito interessante, como os jacus e aracuãs. São aves da família Cracidae, da ordem dos Galliformes, de grande porte, sendo os únicos galináceos arborícolas", informou a veterinária do Mangal, Áurea Linhares.

Monogamia – Ela explicou que a extinção é decorrente da "pressão exercida pelos caçadores, que as procuram pela sua carne, e também pela destruição das florestas primárias e de grande porte, seu habitat favorito". Outro detalhe interessante sobre os mutuns é que eles são monogâmicos, mantendo o mesmo parceiro durante toda a vida.

As aves do gênero Mitu são as de maior porte. Das três variedades registradas, uma já está extinta – tem penas pretas, com algumas variações entre o marrom e o branco na barriga. A crista é colorida por tons que variam entre o amarelo e o vermelho.

A veterinária contou que os mutuns, mesmo sabendo voar baixo, passam a maior parte de seus 30 anos de vida no chão. Costumam se abrigar e fazer ninhos em galhos de árvores, no máximo a cinco metros de altura. Os machos é que constroem os ninhos.

Uma vez estabelecidos, os casais demarcam as áreas, onde não permitem o ingresso de outros da mesma espécie. A criação e reprodução de mutuns em cativeiro exige conhecimento e muito cuidado no trato. "Tanto o macho como a fêmea são temperamentais e podem matar o parceiro em minutos, se o namoro terminar em briga", informou a veterinária.

Serviço: Programação comemorativa de um ano dos mutuns-cavalo, no Mangal das Garças. Dia 8 de julho, de 9h30 às 15h30. O Mangal fica na passagem Carneiro da Rocha, s/n (ao lado do Arsenal de Marinha), bairro Cidade Velha.

Ascom/Pará 2000

 

 

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