Monitoramento Ambiental no festejo do Divino Espírito Santo

Técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Estado do Pará (Sema) caminharam um longo percurso para realizar o monitoramento ambiental e a fiscalização no Festejo do Divino Espírito Santo, no Setor da Casa de Pedra, interior do Parque Estadual Serra das Andorinhas, no município de São Geraldo do Araguaia. A festa religiosa aconteceu do dia 29 de maio a 7 de junho.

Atividade de sensibilização ambiental

O objetivo da equipe foi inibir, por meio de atividades de Educação Ambiental, a degradação ambiental provocada por visitantes que freqüentam a localidade no período do festejo. Esta festa religiosa acontece há 20 anos e sempre culmina no domingo de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa. A comemoração é uma referência do Novo Testamento à vinda do Espírito Santo aos apóstolos do Cristo.

A ação realizada pela Sema recebeu patrocínio do Grupo Umuarama Motors e  parceria da prefeitura municipal de São Geraldo do Araguaia, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Secretaria de Obras e Infraestrutura (Seinf), da Secretaria Municipal de Educação de Marabá, da Fundação da Casa da Cultura, do Grupo Geológico de Marabá, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Programa “Pará Rural” e do Grupo de Agentes Ambientais Voluntários, este último tem sido colaborador no monitoramento do festejo desde  2007.

Equipe de monitoramento

Segundo Giselle Parise, gerente do Parque Estadual Serra das Andorinhas, este é o terceiro ano que a Sema desenvolve ações de sensibilização ambiental no local. “No sentido de manter o local conservado, realizamos o isolamento de 60% dos abrigos que possuem sítios arqueológicos, fazemos coleta seletiva de lixo, com separação de material seco do úmido, intensificamos a fiscalização ambiental quanto à caça de animais silvestres e a proibição da comercialização de bebida alcoólica e impedimos o uso do fogo para limpeza de terrenos. Só este ano, fizemos cadastramento de 95% dos participantes presentes, além das atividades lúdicas de sensibilização ambiental, que envolveu os romeiros e coordenadores do festejo.”, explicou a gerente, acrescentando que a participação dos romeiros é significativa para continuação dos trabalhos de monitoramento ambiental no festejo.

 

               Parque da Serra das Andorinhas

 

Para as técnicas da Sema Francisca Solange Gomes Chaves Luz e Moema Luíse Correa de Jesus, o monitoramento ambiental é indispensável, pois o local recebe muitos visitantes durante o evento e muitos romeiros já entenderam a dinâmica do trabalho e difundiram a ideia de  sensibilização àqueles que apresentavam resistência nas ações desenvolvidas pela equipe. Por sua vez, a polícia militar representada pelo Cabo C. Ramos e pelo Sargento Berredo, destacou a necessidade da força policial durante o festejo “A presença da polícia inibe a ação de indivíduos que desejam praticar o mal, principalmente numa localidade tão isolada como esta região do parque”, justificou o cabo.

 

O FESTEJO

O referido festejo é celebrado anualmente na mesma localidade desde 1989. Segundo seus organizadores, os moradores conhecidos carinhosamente como Beca e  Raimundo Caroço, a festa é uma verdadeira romaria e religiosos de todas as idades vencem o percurso a pé até o local da celebração. Os romeiros ficam nove dias  reunidos em devoção ao Divino Espírito Santo. O percurso tem cerca de 8km e tem início na propriedade do morador ‘Zeca do Jorge’, localizada no pé da serra, com acesso pela BR 153. A igreja em que acontece o culto possui formação rochosa em forma de arco e nela é improvisado um altar, pois é lá que ocorre a celebração religiosa. No local, os romeiros se hospedam em ranchos, pernoitam e preparam sua própria comida.

 

  o isolamento do sítio arqueológico

 

Devido à localização geográfica, o banho é realizado a cerca de 1 km do local do evento, com pouca disponibilidade de água. O suprimento de água para ingestão, nos últimos três anos, é feito por meio do bombeamento de um motor cedido pela Prefeitura municipal. O  armazenamento é feito em dois tambores metálicos com capacidade para 200 litros. Mas isso é o que menos importa diante da espiritualidade e peregrinação característica do local.

 

Matéria: Nilson Amaral

Fotografias: Nelson-Emater

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