Escola de Marabá ganhará bosque em área degradada

Acompanhada dos alunos da Escola Família Agrícola de Marabá, a governadora Ana Júlia Carepa participou na manhã desta sexta-feira (19) do plantio de árvores nativas em uma área degradada da instituição, que será transformada em um bosque. Ao lado do secretário de Estado de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, a governadora plantou uma muda de samaumeira. O evento, organizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), integra o programa 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia.  

As mudas para a escola foram doadas pela empresa Floresteca, que atua com reflorestamento e plantios nos municípios de Pau D´Arco, Redenção e Santa Maria das Barreiras, no sul do Estado. A empresa possui uma área plantada com a espécie teca, de aproximadamente 8 mil hectares, e segundo seu presidente, José Maria Goldschimidt, tem interesse em apoiar outras ações ambientais promovidas pelo governo. 

Goldschimidt entregou uma publicação sobre seus projetos de reflorestamento em Mato Grosso, onde atua há 16 anos. "Há dois anos e meio fizemos uma opção pelo Pará, pela logística e possibilidade de crescimento dos projetos de reflorestamento", explicou.  

Considerada uma madeira nobre, a teca é utilizada na produção de energia, a partir de desbastes periódicos, que ocorrem a partir do quarto ano de plantio. Os galhos são transformados em carvão, com uma produtividade média de 46 metros cúbicos por hectare, até a conclusão do ciclo da árvore, que é de 20 anos, quando ocorre o corte e a madeira é beneficiada, virando piso, compensado naval, móveis e outros produtos de longa duração. 

Além do plantio comercial, a Floresteca também atuará na recuperação de Áreas de Proteção Ambiental (APA) e restauração de Reserva legal. Para isso, associou-se ao viveirista Mariosval Dueti Rezende, que produz as mudas em Pau D´Arco. A Floresteca recebeu da governadora o Cadastrado Ambiental Rural (CAR), da propriedade onde as mudas são desenvolvidas.  

Melhorias na escola – A governadora recebeu uma carta dos alunos, contendo pedidos de apoio para a melhoria das condições da Escola Família Agrícola de Marabá, criada em 1996 com o apoio dos movimentos sociais da região, sobretudo os ligados ao campo. A escola utiliza a pedagogia da alternância, em que o aluno fica 15 dias em aula, com uma carga horária de 9 horas/dia, e outros 15 com a família.  

De acordo com a professora Madalena Lira, hoje a escola atende 140 alunos, oriundos de 14 municípios, muitos deles de projetos de assentamentos e outros de áreas ocupadas, mas todos vinculados à agricultura familiar. As turmas são de ensino fundamental, mas a escola já formou duas turmas de ensino médico, com ênfase em agroecologia. Atualmente, 70 processos estão em fase de certificação pela Escola Agrotécnica de Castanhal.  

A área da escola é de 86 hectares e seus projetos são apoiados pelas famílias e organizações nacionais e estrangeiras. A Emater desenvolve projeto de criação de pequenos animais e a instalação de um viveiro de mudas, que será transformado em fonte de renda. Os programas pedagógicos têm apoio do Estado e do município de Marabá.
Os alunos pediram à governadora uma biblioteca, uma quadra poliesportiva, uma sala de computação e a recomposição paisagística da sede da escola, danificada por um vendaval no final de 2008.  

Ana Júlia Carepa assegurou que vai estudar os pedidos, mas explicou que não pode fazer tudo, pois há outras escolas para o governo atender. Ela se comprometeu com o projeto paisagístico e aproveitou para pedir o engajamento dos alunos, a fim de que eles apliquem em suas comunidades projetos de reflorestamento, como a silvicultura, que associa o plantio de espécies de valor comercial com frutíferas.  

A governadora explicou que, além de ser uma fonte de renda, já que a madeira poderá ser manejada, essa prática também é uma forma de evitar a pressão sobre a floresta nativa. "Vamos mostrar ao Brasil e ao mundo que sabemos cuidar da nossa floresta", enfatizou Ana Júlia Carepa.  

Ivonete Motta – Secom

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