Belém ganhará parque ecológico recuperado em 2010

O Parque Ecológico do Município de Belém deverá ser entregue à população em condições estruturais de acesso até maio do próximo ano, junto com a obra de prolongamento da avenida Independência. A reforma do parque e o novo corredor de tráfego da capital paraense são obras constantes do projeto Ação Metrópole, desenvolvido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe), e contempla ações de urbanização, gestão e integração metropolitana. 

A licença ambiental de instalação da obra da avenida Independência foi expedida em janeiro deste ano. Até o momento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) não foi notificada sobre qualquer questionamento a respeito da liberação da obra. 

Cerca de 120 mil pessoas devem visitar o parque a cada mês. Esse público é estimado pelo diretor de controle ambiental da Semma, Cláudio Cunha. Ele se baseou no número de visitantes do Parque Zoobotânico Bosque Rodrigues Alves, que possui tamanho cinco vezes menor que o parque. A cada mês, o bosque recebe 30 mil pessoas. "É um desafio de todas as esferas de governo a implementação de áreas de proteção ambiental. Temos no Brasil muitas áreas desse tipo já criadas, mas poucas efetivamente implementadas. Da forma em que se encontra a área de proteção ambiental que temos no nosso município, o acesso pela população é impossível. Hoje, o parque não recebe nem mil visitantes por ano", ressaltou. 

O parque foi criado em 1991, pela Lei Municipal nº 7.539, e fica localizado entre os conjuntos habitacionais Presidente Médici e Bela Vista. Com uma área de aproximadamente 44 hectares – o equivalente a cerca de 110 campos de futebol -, se divide entre os bairros de Val de Cans e Marambaia. É cortado em toda sua extensão pelo canal São Joaquim e abriga o igarapé do Burrinho. "Por falta de dotação orçamentária, o parque nunca foi estruturado para que fosse possível à população da cidade de Belém usufruí-lo. Essa estruturação é um ganho para todos", ressaltou o diretor da Semma. 

Compensação – A estruturação do parque faz parte das medidas de compensação de impactos ambientais que não poderão ser mitigados no prolongamento da avenida Independência – medidas que condicionaram a liberação da licença ambiental de instalação e, prontamente, atendidas no projeto. Dentre elas, a construção dos muros do parque, de um centro de triagem de animais silvestres, trilhas ecológicas, Centro de Formação de Gestores Ambientais, mirante de observação em três níveis (solo, meio do extrato florestal e acima da floresta) para produção de conhecimento que contribua ao gerenciamento da área, além de pórticos de entrada e saída e equipamentos de acessibilidade. 

Cunha enfatizou que todo projeto provoca impactos ambientais. Aqueles que não podem ser amenizados na obra devem ser compensados, de acordo com a legislação ambiental vigente. Com o prolongamento da avenida Independência, o parque sofrerá um impacto ambiental de cerca de 8% apenas – menos de 4 hectares dos quase 44 hectares totais. "No
parque, hoje, temos uma área conservada e outra área degradada, em torno de 7 hectares. Para esta segunda, solicitamos ao governo do Estado a recuperação com espécies arbóreas, que estarão em sintonia com os equipamentos urbanos que já beneficiam a população, como o linhão da Eletronorte e o canal São Joaquim. Queremos que o parque exerça, efetivamente, a sua função socioambiental", enfatizou. 

Fabíola Batista – Secom

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