Primeiro projeto de crédito de carbono está em estudo

A reserva extrativista Ipaú/Anilzinho, em Baião, nordeste paraense, pode ter o primeiro poço de carbono do Estado. Uma missão francesa está no Pará, com o objetivo de estudar a possibilidade de parceria para a instalação de um projeto de crédito de carbono, envolvendo as comunidades da Resex, o Governo Federal, por meio Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), além do Escritório Nacional de Florestas-Internacional (ONFi), a empresa Voyageur du Monde. Na quarta-feira (20), uma reunião preliminar foi realizada no Ideflor, para discutir o detalhamento do projeto. 

Após a reunião, a missão francesa viajou, nesta quinta-feira (21), à Baião para conhecer as comunidades Espírito Santo, Fé em Deus e Anilzinho, dentro da Resex. O grupo conhecerá o plantio e viveiro de um produtor do entorno e retorna à Belém. 

Segundo Fabiano Gumier, coordenador regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o assunto é novo e serão necessárias várias discussões. "Há proposta de vários serviços para a comunidade, isso representaria melhoria na qualidade de vida das comunidades, além de assistência técnica e ainda há a melhoria para o clima global com o seqüestro de carbono", destacou. 

A diretora-geral do Ideflor, Raimunda Monteiro, ressaltou que a compensação por emissão de carbono é uma questão forte na economia global. "E como estamos na Amazônia, essa questão tem que ser bem debatida aqui também. Estamos discutindo a possibilidade de o projeto ser uma opção de negócio para as comunidades da reserva, mas ainda teremos que detalhar as ações do projeto", afirmou. 

A Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho possui uma área com pouco mais de 55 mil hectares, dos quais quase 10 mil estão desmatadas. No mês de março, houve o plantio de 48 mil mudas de andiroba e açaí, em uma área total de 120 hectares. A ação foi coordenada pelo do Ideflor, atendendo solicitação dos dirigentes de Resex, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural- Emater/Baião e Escritório Nacional de Florestas Internacional (ONFI), agência que fez o estudo de viabilidade para a implantação do poço de carbono.

(Fonte: Agência Pará)

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