Parceria com franceses pode criar primeiro poço de carbono no Pará

Uma missão francesa constituída por empresários e instituições ambientais vem ao Pará, nesta quarta-feira (20), com o objetivo de discutir parceria para um projeto de crédito de carbono na Reserva extrativista Ipaú/Anilzinho, no município de Baião, região nordeste do Estado.

A parceria está sendo estudada entre o Escritório Nacional de Florestas-Internacional (ONFi), a empresa Voyageur Du Monde e o Governo do Estado, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), e o Governo Federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Se firmada, a parceria proporcionará o primeiro poço de carbono do Estado do Pará.

Para a viabilização de um projeto de crédito de carbono é necessário que a localidade crie um poço de carbono a partir de florestas plantadas. No mês de março, com apoio do Governo do Estado, a comunidade já plantou 48 mil mudas de andiroba e açaí, em uma área total de 120 hectares. O plantio foi uma iniciativa do Ideflor, atendendo solicitação dos dirigentes de Resex, com apoio do ICMBio, e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural- Emater/Baião e Escritório Nacional de Florestas Internacional (ONFI), agência que fez o estudo de viabilidade para a implantação do poço de carbono.

A Reserva Extrativista Ipaú-Anilzinho possui uma área com pouco mais de 55 mil hectares, dos quais quase 10 mil estão desmatadas. A ação teve o objetivo de recuperar o passivo ambiental e oferecer alternativas sustentáveis para a economia dessas famílias.

Todos os envolvidos no projeto analisam, nesta quarta, o detalhamento do projeto, na sede do Ideflor. À tarde, a missão francesa viaja à Baião para conhecer as comunidades Espírito Santo, Fé em Deus e Anilzinho, dentro da Resex. No dia seguinte, o grupo conhece o plantio e viveiro de um produtor do entorno e retorna à Belém.

Ascom – Secom

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