Pesquisa analisa mercado de produtos florestais

O estudo “Caracterização do mercado de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros da região Mamuru – Arapiuns” entrou em fase de conclusão. O objetivo do trabalho é analisar o mercado (oferta e demanda) de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros da região localizada entre os municípios de Itaituba, Aveiro, Santarém e Juruti, no Pará. 

A pesquisa tem o objetivo de identificar os aspectos da cadeia produtiva de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros nos municípios da região como: mercado, oferta, beneficiamento da produção, tecnologia empregada, limites e potencialidades da atividade, atores envolvidos no processo produtivo, entre outros. 

O Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor) contratou um grupo de pesquisa da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) para realizar a atividade. Um dos resultados do estudo foi a existência de um problema com relação à aprovação e liberação dos planos de manejo e da fiscalização da madeira em trânsito. 

“Além disso, as empresas operam com baixa agregação de valor ao produto, utiliza mão-de-obra com baixa qualificação e faz pouco investimento no treinamento de pessoal e no desenvolvimento de pesquisa, tecnologia e inovação”, afirmou o professor Antônio Santana, coordenador da pesquisa da Ufra. 

Segundo a pesquisa, as comunidades que exploram os produtos não-madeireiros estão fora do mercado, uma vez que a escala de produção é pequena, os produtos têm baixa qualidade e a tecnologia de beneficiamento da matéria-prima e fabricação dos produtos é improvisada. 

“Além disso, o nível de instrução das pessoas é baixo, o grau de organização é insuficiente e não apresenta representação nas esferas governamentais e do mercado”, frisou o professor. Santana afirma que, durante o estudo, pôde ser percebida a fragilidade referente à legalização das terras de florestas públicas e no modelo de exploração florestal vigente. 

O estudo propôs um modelo alternativo de exploração racional da floresta, combinando o manejo de baixo impacto pelas empresas capitalistas e os produtos residuais e não-madeireiros por empresas sociais. 

“Isto assegura sustentabilidade na exploração florestal, amplia a inclusão das comunidades locais, gera ocupação para grande contingente de pessoas e maior geração e distribuição da renda, além de agregar valor aos produtos”, finalizou. 

Os resultados do estudo serão apresentados em um seminário, a ser realizado no dia 16 de abril em Santarém. 

Texto – Tiago Araújo – Ideflor

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