Instituições discutem inserção do Pará no mercado de carbono

Nesta segunda-feira, 23, acontece em Belém (PA) um seminário para discutir perspectivas e potenciais de aplicação do mecanismo criado com o intuito de incentivar a preservação de florestas, o REDD (sigla em inglês que significa Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação). 

No Pará, o debate é coordenado pela parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), a organização ambientalista The Nature Conservancy (TNC), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Embrapa Amazônia Oriental e a Universidade do Estado do Pará (Uepa). 

O seminário de Belém é fruto de discussões anteriores sobre mudanças climáticas. Na 13º Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-13), realizada na Indonésia em 2007, foram estabelecidas as bases de um acordo sobre o clima pós-2012, ano de término do Protocolo de Quioto. 

Pelo que foi proposto no evento, será possível compensar financeiramente os países em desenvolvimento que adotarem mecanismos de Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação (REDD). 

A iniciativa supera o acordo vigente, que previa somente o comércio limitado de créditos de carbono para áreas plantadas ou reflorestadas, sem considerar o que é retido pela floresta intacta. No entanto, governos, empresas e sociedade civil organizada ainda discutem formas de regular e viabilizar este tipo de pagamento pelo serviço de preservação florestal. 

Entre outros aspectos, os recursos advindos deste tipo de negociação devem trazer benefícios para populações locais; recuperação de áreas degradadas e investimentos para a manutenção de áreas protegidas, entre as quais estão unidades de conservação e terras indígenas. 

Mudanças climáticas – Em novembro 2008, comitivas do Pará, Amazonas, Amapá e Mato Grosso participaram do Fórum de Governadores sobre Mudanças Climáticas, promovido pelos estados da Califórnia, Illinois, Wiscosin e Kansas. 

De acordo com o presidente do Idesp, Peter Toledo, que integrou a comitiva do Governo do Pará no Fórum, o evento representou um impulso importante à agenda ambiental dos estados amazônicos. 

“Aos olhos dos governantes, este é o ponto de diálogo entre a economia e o meio ambiente. A sociedade precisa criar oportunidades para que a valoração da floresta em pé seja um elemento importante e cada vez mais estratégico na economia rural”, disse Peter. 

“O interessante seria encontrar caminhos de usar os serviços ambientais como um adicional na renda da produção no campo, integrados também com métodos mais eficazes de produção e conservação do solo e mananciais”, completou. 

Serviço – o seminário “Perspectivas e potencial de aplicação do mecanismo de REDD no estado do Pará” acontece segunda-feira, 23, a partir das 8h30, no auditório do Idesp (Rua Municipalidade, 1461, esquina com a Travessa Dr Moraes – prédio anexo ao Sebrae). 

Texto: Brenda Taketa – Idesp

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