Sema vai monitorar desmatamento em Monte Alegre

Ao comentar o índice de desmatamento apurado no período de novembro de 2008 a janeiro de 2009, de 754,3 km2 em toda a Amazônia dos quais 318,7 km no Pará, o secretário de Estado Meio Ambiente Valmir Ortega avalia mesmo respondendo por metade dos dados, no geral o volume é pequeno comparado com o histórico desse mesmo período.

O volume apurado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) é 70% que o mesmo volume do período no ano passado. “Isso é importante porque indica que aquele movimento que poderia acontecer no ano passado, que foi de crescimento do desmatamento, quando se constatou que de agosto/07 a agosto/08 houve um pequeno acréscimo no desmatamento em relação ao ano anterior, não se configurou”, acentuou Ortega. A explosão não aconteceu, embora não tenha havido diminuição.

Outro dado importante é que nesses três meses apurados houve uma queda muito significativa em relação a esse mesmo período de 2007 para 2008. Para Ortega é preciso levar em conta que este é um período que os números podem ser traiçoeiros, pela alta cobertura de nuvens. O Inpe trabalhou com índice de cobertura de nuvens de 63% a 86%, ou seja o satélite está enxergando menos de 30% da Amazônia. “Pode ser que haja desmatamento encoberto e que a gente possa se surpreender a partir de abril”, comentou Ortega.

Sobre o fato de Monte Alegre, no oeste paraense liderar a lista dos municípios que mais desmataram, com cerca de 39 km2, Ortega avalia que este é um fato preocupante, uma vez que os índices de desmatamento na região da Calha Norte sempre foram muito baixos. Diante desses dados, a Sema vai constituir uma equipe para fazer essa verificação em campo uma vez que Monte Alegre é importante por possuir um parque estadual, que guarda importante sítio arqueológico e uma diversidade de biomas exclusivos, como manchas de cerrado, por exemplo.

O município vai inclusive abrigar uma base para todo o trabalho que será desenvolvido na implantação do conjunto de Unidades de Conservação da Calha Norte, que somadas chegam a 12 milhões de hectares. Essa base que será instalada em Monte Alegre reforça a presença da Sema na região, inclusive para proteger a área do desmatamento.

Técnicos da Sema está levantando imagens de satélite para identificar a área desmatada e verificar em campo o que fez com que Monte Alegre liderasse os números do desmatamento no Pará. “Monte Alegre é uma região que tem uma tipologia florestal bastante diferenciada, com presença de cerrado, solo exposto, no entanto não há indícios de pressão econômica muito significativa naquela região que explique esse desmatamento, então vamos a campo checar, verificar e entender o que levou ao aparecimento de uma área tão grande como essa aparecesse no satélite”.

Ivonete Motta – Sema

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