Sema analisa possíveis danos ambientais

Uma equipe técnica da área de fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) está analisando os danos ambientais ocorridos através do vazamento de uma substância usada no processo de fabricação do Caulim, atingindo os moradores da rodovia Arthur Bernardes, na noite de quarta-feira (25). Quatro técnicos de fiscalização da Sema estiveram nesta manhã (26) na passagem Padre Julião, local do acidente.

O porto alfandegário é de posse do grupo Reicon, que opera através da empresa Amazon Dry Sport, realizadora de serviços de exportação e importação com autorização da Receita Federal, através de concorrência pública.

A equipe da Secretaria foi até o local e verificou os danos causados pelas explosões. “O local encontrava-se rodeado de muita fumaça densa, causando forte poluição do ar”, esclareceu o gerente de áreas degradas da Sema, Célio Costa.

As diversas explosões no porto alfandegário vieram dos tambores de Hidrosulfito de sódio, substância que faz parte da composição e fabricação do caulim. No momento do acidente o vento corria para a Baía do Guajará, que desviou grande parte, porém, a outra parte seguiu para as residências das proximidades do porto.

Os técnicos constataram que o acidente resultou em danos ambientais pelo escapamento gasoso e a possível lavagem de resíduos líquidos no rio. A Sema recomendou à Delegacia de Meio Ambiente (Dema) que seja solicitada uma perícia ambiental pelo Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves (CPCRC), para a confirmação das informações.

A fiscalização administrativa e documental da empresa não foi realizada devido a interdição do local pela equipe do Corpo de Bombeiros. Após a confirmação dos danos ambientais, a Sema irá decidir quais serão as medidas administrativas e punitivas que poderão ser aplicadas.

Delianne Lima – estagiária

Ascom/Sema

Supervisão: Ivonete Motta (615 DRT/GO)

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Travessa Lomas Valentinas, 2717, CEP: 66093-677. Belém/Pará