Pesquisadores defendem metas para acabar com o desmatamento

A preservação da Amazônia está dominando as discussões no 9º Fórum Mundial Social, que pela primeira vez acontece em uma cidade da região. O tema encerrou o segundo dia de programação no salão verde da Universidade Federal Rural da Amazônia(UFRA), com a palestra “A contribuição do Brasil no combate às mudanças climáticas”. 

Os pesquisadores Paulo Adário e Roman Czebiniak, da ONG ambiental Greenpeace, e Paulo Barreto, do Imazon (Instituto Homem e Meio Ambiente), apresentaram dados e perspectivas que enfatizam a importância da região para o ecossistema do planeta. 

O estabelecimento de metas para acabar com o desmatamento da floresta amazônica foi um dos pontos ressaltados por Paulo Adário. “A Amazônia é responsável por 60% das chuvas em todo o País. Para manter isso, precisamos acabar com o desmatamento até 2015”, ressaltou. 

Apresentando dados de pesquisas feitas pelo Imazon, Paulo Barreto apontou a estrutura de legalização de terras como um dos principais problemas a serem solucionados para combater o desmatamento na região. “Se o Brasil regularizasse metade das terras griladas na Amazônia, receberia mais de R$ 6 bilhões de impostos por ano, que poderiam ajudar no combate ao desmatamento. Isso só vai terminar quando a floresta em pé for mais rentável do que derrubada”, afirmou. 

Os pesquisadores também mostraram dados do combate ao desmatamento em 2008, ano em que foi registrada uma queda significativa na devastação da floresta, resultado de ações governamentais e de instituições voltadas à proteção ambiental. 

Os dados são animadores, mas ainda precisam avançar muito, segundo o ambientalista Roman Czebiniak. “Se quisermos um novo mundo, precisamos lutar por novos acordos que controlem a emissão de gases que afetam o clima do planeta e também que respeitem os povos indígenas”, frisou ele. 

Texto: Secom

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