Sema apreende mais de mil metros de malhadeira

A Gerência de Fiscalização de Fauna e Recursos Pesqueiros (Gefau) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) liberou dados da última apreensão de malhadeira, feita no mês de dezembro, final do ano passado.

A operação apreendeu 1.200 metros de malha no município de Augusto Corrêa, nordeste do Pará. Foram lavrados dois autos de infração, com infratores não identificados. A operação contou com três fiscais da Sema e um da Prefeitura de Augusto Corrêa.

O tipo de pesca apreendido é ilegal em qualquer período do ano, independente do período do defeso. O método no qual a malha apreendida estava sendo utilizada é chamado de “tapagem de igarapé”, onde a malhadeira é fincada na entrada do igarapé, impedindo a passagem dos peixes.

“Os metros de malhadeira foram utilizados de forma irregular, pois apresentavam malha aquém do permitido e estavam obstruindo totalmente diversos igarapés”, esclarece o Coordenador de Fiscalização e Proteção Ambiental da Sema, Bruno Versiani.

Balanço – No ano de 2008 foram lavrados 494 Autos de Infração e 134 Termos de Apreensão pela Coordenadoria de Fiscalização e Proteção Ambiental (CFP) da Sema.  Foram apreendidos 12.300 metros de malhadeiras, 12.370 kg de pescado e 1.550 kg de carne de caça, entre jacarés e capivaras. Também foram recolhidos 5.049 unidades de caranguejo, além de 135 animais vivos, entre aves, répteis e mamíferos. Três destes animais apreendidos estão presentes na lista de animais ameaçados de extinção.

Somente na operação “Arco de Fogo”, em conjunto com o Ibama, sendo a Sema como fiel depositária, foram apreendidos 26,396 m³ de madeira em tora e 7.480 de madeira serrada nos municípios de Tailândia e Paragominas. Em outra operação conjunta, 29.518 m³ de madeira em tora e 14.335 serradas nas cidades de Altamira, Anapu, Pacajá e Uruará.

Acidentes – Três acidentes ocorridos de grande relevância foram autuados. Um dos casos foi o do rompimento da bacia de contenção da empresa Imery’s Rio Capim Caulim, causando poluição de partes dos recursos hídricos locais. A Sema lavrou duas autuações.

O caso da empresa J. F. Oliveira Navegação também ganhou grande repercussão. O rebocador Jean Filho XXXII naufragou no Rio Pará e causou vazamento de óleo marítimo, conhecido como Fuell Oll.  Foram lavradas oito autuações. A empresa E. T. Campos também levou três autuações por um acidente com derramamento de óleo diesel atingindo o recurso hídrico local.

A Sema totaliza um conjunto de 30 mil reais, por média, em multas aplicadas.

Ascom/Sema

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