Sema apura roubo de madeira ilegal em Paragominas

Uma equipe de fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) permanece no Município de Paragominas, sudeste paraense, a 300 km de Belém, levantando informações sobre o roubo de madeira nobre, neste domingo, 28, na área da Serraria Andiroba.

A serraria já foi autuada, e lacrada, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), na operação Rastro Negro, em 28 de outubro último, que gerou tumultos na cidade e ameaças contra fiscais do IBAMA.

O episódio foi tão grave que o próprio Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc visitou Paragominas e prometeu ser implacável no combate aos crimes ambientais no município.

Segundo a coordenação de fiscalização da Sema, o roubo foi em uma das três “esplanadas” (clareiras feitas na mata para estocar madeira), localizadas a 2 km da sede da serraria.

A madeira, cerca de 1.800 m3 foi apreendida pelo IBAMA, porque não tinha a Guia Florestal (GF), documento básico exigido para o transporte legal de produtos de origem florestal.

Só em uma das “esplanadas” foram encontrados pela fiscalização 15.000 m3 de maçaranduba, considerada madeira de alto valor econômico. Mas o roubo de madeira naquela área pode chegar a 3 mil m3.

A Sema vem operando no município com equipes apoiadas por policiais da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) e soldados do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Nesta terça-feira, 30, seguirá mais reforço policial para Paragominas, a fim de garantir a integridade física dos fiscais que estão em campo desde o dia 24 deste mês, e só retornarão a Belém após o Ano Novo.

Leilão – Já na região sudoeste do Pará, na localidade de Vila Balbinot, Município de Altamira, a 1000 km de Belém, uma outra equipe da Sema realizou o último leilão público de madeira ilegal de 2008.

Seis empresas se habilitaram a arrematar os 11 lotes de madeira em tora, totalizando 6.640 m3, em especial de maçaranduba, angelim pedra e jatobá, entre outras espécies.

No final, venceu a empresa Agroindustrial Vale Verde, com sede em Altamira, que arrematou a madeira pelo valor de pouco mais de R$ 823 mil.

Os próximos leilões da Sema iniciam a partir da segunda quinzena de janeiro de 2009. O dinheiro arrecadado nos leilões vem sendo empregado no reaparelhamento do órgão ambiental para as operações de fiscalização em campo e o monitoramento contra o desmatamento da floresta amazônica. 

Texto: Douglas Dinelli – SEMA

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