Perfil: Leônidas Velloso – Coordenador de Capacitação e Educação Ambiental

Nome Completo:

Leônidas Velloso

Onde Nasceu:

Belém, Pará

Formação acadêmica:

Agrônomo, pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Por que você optou por esse curso?

O curso oferece condições de analisarmos as dinâmicas da sociedade, além de compreender as produções agrárias e as condições humanas. São feitas análises de processos ambientais, sociais e científicos da sociedade.

É um campo vasto de conhecimento.

Cargo na Sema:

Coordenador de Capacitação e Educação Ambiental.

Antes da Sema, onde exerceu a profissão?

Na Instituição de Desenvolvimento da Amazônia (IDA) e no Arquipélago do Marajó, nos municípios: Chaves, Anajás e Santa Cruz do Arari.

Qual a sua visão sobre a importância da educação ambiental na Amazônia e Pará?

Eu vejo na educação ambiental uma oportunidade de reflexão dos problemas que a população atual enfrenta. Através da Educação Ambiental temos a possibilidade de se trabalhar a compreensão das principais contradições do modelo de sociedade que temos hoje em dia, que não costuma manter equilíbrio com a natureza. Um modelo cartesiano, apenas explorando por explorar, sem preocupar-se com as conseqüências.

Observamos os problemas atuais e pode-se ver que através da educação ambiental há a esperança de dias melhores, sensibilizando-nos uns aos outros.

De que forma é possível pôr em prática essa metodologia?

Nós procuramos trabalhar a educação ambiental de uma forma prática e democrática, na tentativa de se construir uma forte aliança com a população.

Cada diretoria trabalha sua parte. Assim, a construção de um diálogo com a sociedade se torna mais fácil, com uma nova perspectiva.

Atualmente, quais os projetos de educação ambiental de responsabilidade do governo estadual?

São quatro projetos em pauta:

– O Programa de Capacitação Ambiental, dando continuidade ao nacional, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente;

– A recomposição da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA);

– O Projeto de Implementação de uma discussão para a Construção da Política Estadual da Educação Ambiental do Pará; e a discussão de nossas publicações referentes a mudanças climáticas.

Qual o público alvo?

Os diversos setores da sociedade, desde as empresas até as comunidades. O público não é específico. Diretamente nós procuramos chegar ao setor produtivo e a sociedade civil, e indiretamente à educação formal, com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC).

Quais instituições estão em parceria?

A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA), que concentra em torno de 40 instituições.

Existe parceria com empresas privadas?

Não. O que existe em relação a isso seria uma Instrução Normativa e o Termo de Referência para a Colaboração de Projetos em Educação Ambiental.

De que forma a sociedade colabora para execução desses projetos?

A sociedade civil pode contribuir nos seus compromissos com o equilíbrio ecológico, pensando na educação ambiental como instrumento de transformação social.

O que a Sema faz para conscientizar todos da importância de preservar o meio ambiente?

Nós não usamos o termo conscientizar, mas “sensibilizar”. Através do programa de educação ambiental, mostramos a necessidade da criação das CIEA’s regionais e etc.

Qual a meta a ser alcançada?

A nossa meta principal é focada na possibilidade de colocarmos em prática a política de educação ambiental em todos os setores da sociedade, e mostrarmos essa importante ferramenta de transformação. Pretende-se modificar a ótica ambiental de cada setor.

Quais os principais obstáculos?

O principal é conseguirmos alcançar o diálogo com todas as pessoas. Na verdade, os grandes obstáculos são a distância e o modelo central de desenvolvimento da sociedade. No governo atual podemos ver algumas diferenças, como projetos que facilitam uma ótica melhorada quanto ao meio ambiente e sensibilizam os indivíduos. Porém, nem sempre foi assim.

De que forma a educação ambiental está ligada ao maior

programa de restauração florestal do mundo “Um Bilhão de Árvores para Amazônia”?

Nesse momento temos parceria com o programa. Estamos construindo discussões para o Fórum Social Mundial de 2009 (FSM) e estaremos participando dos viveiros, além de oferecer auxílio para a construção destes.

O que seriam estes “viveiros”? Como você os denominaria?

São espaços de ensino e aprendizado. O objetivo é sensibilizar os outros e a si mesmo através de seus próprios atos.

Qual é a conexão do Programa de Educação Ambiental com o processo de Descentralização da Sema no interior do Pará?

Nós estamos dialogando. Estamos na mesma diretoria que é responsável pelo processo, e a nossa idéia é a implementação da educação ambiental em tudo isto. Mas na verdade, a nossa tarefa-mor é no marco da capacitação.

Ascom/Sema

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Travessa Lomas Valentinas, 2717, CEP: 66093-677. Belém/Pará