Sema transfere madeira ilegal de porto em Outeiro

Fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) vão garantir nesta sexta-feira, 14, a partir das 8h, o transporte dos 456 metros cúbicos de madeira de primeira linha apreendidos em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), num porto de uma transportadora no Distrito de Outeiro, a 26 km do centro de Belém. A carga será levada para a área da Pirelli, em Marituba.

A apreensão do produto ocorreu na última quarta-feira, 12, na área da transportadora Majonave, que trouxe a madeira de Itaituba, sudoeste do estado, para cinco grandes empresas de exportação. Entre as espécies, cerca de 80% é de ipê, produto com o metro cúbico cotado no mercado nacional a R$ 1.900,00. Mas no lote ilegal foram encontrados jatobá e muiracatiara. 

“O produto, sem origem comprovada e vendido por uma empresa fantasma, estava sendo monitorado pelo Ibama, que investiga esse tipo de fraude na região”, alertou a Gerente de Fiscalização Florestal da  Sema,  Eleni Cunha.

Tudo indica que essa madeira foi retirada ilegalmente do Parque Nacional da Amazônia (Parma), localizado a 370 km de Santarém, e com área em vários municípios dos estados do Pará e Amazonas.

Os 456 m3 ficaram guardados no pátio da Majonave, onde a Sema assinou o Termo de Apreensão e Depósito (TAD). A empresa de navegação apenas fez o transporte da madeira, segundo os fiscais da secretaria, que ficou como fiel depositária da carga.

Em outra ação de campo, também nessa quarta-feira, fiscais da Sema e Ibama vasculharam uma extensa área entre os municípios de Portel e Pacajá, região do rio Aruanã, e descobriram a existência de 4 mil m3 de madeira derrubada ilegalmente.

A madeira estava bem escondida em locais conhecidos como “esplanada”, uma espécie de depósito clandestino, cavado à margem de rios inacessíveis para dificultar as operações de fiscalização dos órgãos ambientais na Amazônia. 

Desta vez o truque até que funcionou, e no sobrevôo de helicóptero que o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez na área, na última vez em que esteve no Pará, dia 20 de outubro passado, ninguém viu as toras de árvores porque estavam camufladas dentro de uma esplanada.  

A descoberta das toras foi por acaso, quando fiscais da Sema retornaram à área, semana passada, para contar e classificar as espécies que foram doadas pelo ministro Minc ao Estado do Pará , percorreram outras localidades e descobriram a madeira.

Somados aos 6 mil metros cúbicos já aprendidos nas operações do Ibama, somente naquela área do estado, serão 10 mil m3 de madeira de primeira linha a ser transportados pela Sema para Belém, numa logística complexa, assegura o Coordenador de Fiscalização da secretaria, Bruno Versiani.

O dinheiro arrecado nos leilões com madeira apreendida está sendo destinado ao reaparelhamento da Sema, especialmente nas áreas de fiscalização de campo e no monitoramento tecnológico de espaços visados pelo desmatamento ilegal.

 

Ascom/Sema

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