Congresso de Mineração mostra a potencialidade da Amazônia

Potencialidades Minerais na Amazônia foi o tema do primeiro dos três workshops que fazem parte da programação do I Congresso de Mineração da Amazônia que, junto com a Exposição Internacional de Mineração, forma o Exposibram Amazônia 2008. O palco das inovações, tecnologias e estratégias de um dos setores que mais crescem no mundo foi o Hangar – Centro de Feiras & Convenções da Amazônia e a abertura ocorreu na noite desta segunda-feira (10), e segue até esta quinta-feira (13). A Exposibram é uma realização do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), com apoio do governo do Estado e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

 

O primeiro workshop, ocorrido na manhã desta terça-feira (11), tratou, entre outros temas, sobre projetos da indústria mineral, desafios do setor e tudo o que envolve o potencial mineral da região. O palestrante foi o diretor do Ibram/PA, Alberto Rogério da Silva.

 

Por meio de análises de gráficos, o diretor do Ibram destacou alguns dos projetos desenvolvidos nos municípios paraenses, como os de caucário, em Capanema; guseiras, cobre, ferro e manganês, em Marabá; e refinamento de ouro, em Itaituba. Ele lembrou que a Vale lidera entre as mineradores responsáveis pela maior produção paraense, sendo que os municípios brasileiros que mais produzem matéria-prima são, respectivamente, Parauapebas, Barcarena e São Luís.

 

Otimista quanto ao crescimento do setor no Estado e sua visibilidade no cenário da Amazônia, do Brasil e de todo o mundo, Alberto da Silva simulou uma análise comparativa de volume de produção (das indústrias extrativista e de transformação), na qual o Pará representava um país independente. No ano de 2007, o Estado movimentou quase US$ 8 bilhões, número que o colocaria na 6ª posição, no caso de uma inserção mundial. No que diz respeito aos desafios da área, foram destacados os relacionados ao licenciamento, à contribuição e aos movimentos sociais, como os sem-terra (MST).

 

Alberto da Silva também mostrou fotos de áreas recuperadas da região de Carajás e outros municípios paraenses, explicando que a degradação da natureza resultante da mineração é bem menor que a da extração madeireira e da ação do gado. Durante o workshop, ele também fez uma estimativa, baseado em dados do governo do Estado, de 2005, quando o Produto Interno Bruto (PIB), na faixa de US$ 22 bilhões – hoje na ordem de US$ 30 bilhões – poderia, em 2012, chegar a US$ 55 bilhões. Isso significa que a indústria mineral contribuirá com mais de 60% do PIB do Pará daqui a quatro anos.

 

No encontro, que abriu espaço para debates, também falaram Fernando Carvalho, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Ministério de Minas e Energia, e João Carlos de Melo, consultor de Meio Ambiente do Ibram e membro do Conselho Estadual de Políticas Ambientais do Estado.

 

Por Luciane Fiuza – Secom

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