Órgãos ambientais fazem necropsia de mais uma baleia no Pará

 Ontem à tarde, foi concluída a necropsia da baleia encontrada morta no último sábado, dia 25, na praia de Peruquara, município de Quatipuru, nordeste paraense. Apesar de ainda não se saber a espécie, a baleia pertence à família das rorquais (mesma família da Baleia Minke), pesava entre 7 e 8  toneladas e a carcaça media 10,7m de comprimento (sem a cabeça). De acordo com o biólogo Dan Pretto, do Centro Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), "ela foi encontrada sem a cabeça e as nadadeiras peitorais, mas calculamos que o seu comprimento total deveria ser de 13 a 15 metros".
De acordo com o médico veterinário do Cepnor/ICMBio, Maurício Andrade, o estado de decomposição da carcaça estava avançado e, por isso, não foi possível descobrir a causa da morte do mamífero. "Entretanto, coletamos amostras de tecidos de alguns órgãos para fazer análises em laboratório, o que poderá nos ajudar a entender um pouco mais sobre este animal", afirma.
Com esta, já é a terceira baleia que aparece encalhada no Estado do Pará em menos de um ano. A primeira foi em Santarém, oeste do estado e a segunda em Viseu, nordeste paraense. De acordo com o veterinário do Cepnor/ICMBio, Kristian Legatzki, o aparecimento de baleias encalhadas "pode estar relacionado com ações antrópicas, causas naturais ou ainda infecciosas. Enfim, são várias hipóteses", diz.
Legatzki orienta que, quando alguém avistar animais como esse, deve entrar em contato o mais breve possível com os órgãos competentes (Ibama, ICMbio entre outros) e, afastar curiosos da localidade para evitar que o animal fique estressado, se debata, e consequentemente, se machuque. E ainda que já esteja morta, como foi o caso desta última baleia, é importante informar com rapidez aos órgãos ambientais para que tomem providências, antes que o corpo entre em estado avançado de decomposição, impossibilitando a descoberta da causa do óbito. Basta ligar gratuitamente para a linha verde do Ibama: 0800-80-6161 ou entrar em contato com os técnicos do CMA/Cepnor pelo telefone: (91) 3274-1237.
Essa ação contou com a parceria de representantes do Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Norte (Cepnor), Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA)/ICMBio, Delegacia de Meio Ambiente (Dema), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Bosque Rodrigues Alves.

Luciana Almeida
Ascom Ibama/Pará

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