Perfil: Marcus Biazatti – Coordenador do Programa Um Bilhão de Árvores para a Amazônia

Nome completo:  

Marcus Alexandre Biazatti Souto  

Onde Nasceu:

Rondônia

Formação acadêmica:

Engenheiro Florestal

Cargo na Sema:

Coordenador do Programa Um Bilhão de Árvores para a Amazônia

Objetivamente, o que é o “Programa Um Bilhão de Árvore”?

Nascido por meio do Governo do Estado do Pará por intermédio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), no intuito de estabelecer o maior “Programa de Restauração Florestal" do mundo, tem a finalidade de restaurar 1 milhão de hectares de florestas nativas; recuperar passivos ambientais em áreas de preservação permanente e de reserva legal, contribuir para o seqüestro de aproximadamente 500 milhões de toneladas de carbono; consolidar um sistema de monitoramento florestal e um novo modelo de desenvolvimento rural sustentável, envolvendo a sociedade na construção deste processo de restauração florestal.

Um Programa com objetivo de desenvolver uma economia de base florestal com o intuito de restaurar áreas degradadas, abandonadas ou subutilizadas que tem como meta o plantio de 1 bilhão de árvores até 2013. Tal iniciativa ambiciona tornar-se um movimento da sociedade paraense.

Qual a atual fase do programa?

Mecanismos e instrumentos de política pública, assim como financeiros, que incentivarão o reflorestamento com o objetivo de restaurar o passivo ambiental das propriedades rurais do Pará, propiciando a melhoria da qualidade ambiental, utilizando para tal: zoneamento ecológico econômico; cadastro ambiental rural; ICMS ecológico; sistema público de financiamento da restauração florestal; incentivos econômicos à conservação e recuperação de serviços ambientais; regularização ambiental dos imóveis e assentamentos rurais, assim como das indústrias de base florestal; além da rede de pesquisa e extensão florestal de espécies nativas.

Quais as ferramentas que sustentam o programa?

O programa está em fase de finalização da estrutura de implementação e conta com a participação de um grupo de pesquisadores renomados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA); do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP); Museu Emílio Goeldi (MPEG); Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Federal do Pará (UFPA), tendo também o engajamento da Secretaria de Estado de Agricultura (SAGRI), Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (IDEFLOR) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), além da parceria da empresa de consultoria Mckinsey & Company.

Quais os incentivos que o governo oferece para quem plantar árvores em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (ARLs)?

O Governo está criando instrumentos de política pública, fundos para financiamento, pagamento por serviços ambientais, entre outros, que irão oportunizar a restauração de áreas degradadas de forma simplificada e que possibilite a recuperação ambiental aliada ao desenvolvimento de atividades produtivas que gere emprego e renda.

De que forma a sociedade já está se manifestando para apoiar o programa (por meio de entidades, sindicatos, prefeituras, setor produtivo)?

Está sendo articulado com prefeituras, principalmente dos municípios com maior número de áreas desmatadas, assim como os movimentos sociais, sindicatos entre outras iniciativas que visem a promoção do restabelecimento de áreas degradadas. Estas parcerias estão sendo firmadas através da adesão ao programa Um Bilhão de Árvores para a Amazônia.

Então, o apoio da sociedade é importante para o sucesso dessa iniciativa?

É fundamental o apoio da sociedade como um todo para alcançarmos a melhoria da qualidade ambiental através da restauração de áreas degradadas. O Programa vislumbra mais do que o simples ato de plantar árvores, visa à restauração, recomposição, manutenção da floresta e a valorização de uma nova cidadania ambiental.

As pessoas estão achando o número um bilhão exagerado. Tem sentido essa preocupação?

O Programa pretende realizar o plantio a curto, médio e longo prazo. É factível nos preocuparmos com o quantitativo de um bilhão árvores. Porém, olhando o cenário atual, o Pará possui cerca de 20 a 22 milhões de hectares que em sua maioria estão degradados, subutilizados ou utilizados incorretamente. Levando em consideração que em 1 hectare podemos plantar mil árvores, temos hipoteticamente área disponível para chegarmos ao quantitativo de 20 bilhões de árvores. Para tanto, precisamos dispor de instrumentos que incentivem a restauração florestal aliada ao desenvolvimento do setor produtivo de base florestal.

Onde conseguir tantas sementes e mudas para plantar? Como a Sema está articulando com a sociedade esse mecanismo?

O Governo, através do IDEFLOR, está articulando uma rede de sementes e viveiros florestais no Estado, assim como realizando cursos para coletores de sementes com representantes de cada município, associação e cooperativa. Estaremos implantando, inicialmente, 5 viveiros até o final de 2009, estes que serão centros de estudos. O Programa tem como meta dispor de 100 mil matrizes de espécies florestais mapeadas para o fornecimento de sementes.

Para encerrar, qual a sua mensagem para a preservação e conservação do planeta?

A preservação e a conservação da biodiversidade do planeta estão diretamente associadas ao uso racional e sustentável dos recursos ambientais, direito e dever de todos.

 

Ascom / Sema

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
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