Estudantes têm sugestões criativas para melhorar meio ambiente

Estudantes de 5ª a 8ª série de cem escolas da rede estadual e municipal de ensino de Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara mostraram que têm boas sugestões para ajudar a resolver os principais problemas relacionados ao meio ambiente, apostando em atitudes simples que poderão fazer diferença no ambiente escolar e nas comunidades. No sábado 18, eles apresentaram estas idéias na I Conferência Regional Metropolitana de Meio Ambiente, realizada no auditório da escola estadual Palmira Gabriel, na avenida Augusto Montenegro.

Os jovens aproveitaram a manhã para socializar com representantes da comunidade escolar e entidades ligadas ao meio ambiente os compromissos que assumiram em cada escola, durante as Conferências Infanto-Juvenil para o Meio Ambiente, com debates, apresentação de vídeo, músicas e exposição de maquetes e cartazes a partir das temáticas “Água, Fogo, Terra e Ar”.

Ao abrir a Conferência Metropolitana, a Coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), professora Socorro Lopes, disse que a Conferencia Infanto-Juvenil para o Meio Ambiente é uma das ações que o Governo do Estado, por meio da Seduc, vem realizando para fortalecer a educação ambiental nas escolas. “É um debate com a juventude. Estamos trazendo estes jovens para observar o meio em que vivem e a questão sócioambiental onde a escola está inserida. Isso faz com que a escola se fortaleça e traga para si uma responsabilidade coletiva onde todos contribuam e desenvolvam ações através do que sugeriram”, disse ela.

“Plantar para melhor respirar” foi o tema apresentado pelos estudantes Vânia Brito e Túlio Trindade, da 8ª série da escola Palmira Gabriel, que entre outras idéias para melhorar o ar na comunidade, sugerem uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Queremos pedir 100 mudas de árvores para plantar no quintal da escola e na vizinhança. Também pensamos em distribuir panfletos e cartazes para conscientizar a população sobre a poluição do ar”, sugeriram.

Como a escola tem muitos alunos, as professoras Carmem Henriques e Marcele Rolim, que estavam à frente das seleções dos trabalhos, contam que foi preciso fazer uma pré-conferência, dividindo os temas entre as turmas. Além disso, a diretora da escola, professora Marlene de Jesus Matos, já estuda a possibilidade de fazer um plano de ação com os trabalhos apresentados. “Vamos aproveitar as idéias dos alunos e dar prosseguimento, realizando atividades durante todo o ano letivo”, disse ela.

Outro trabalho apresentado foi o da estudante da 8ª série, Sabina Rabelo dos Santos, que levou à plenária algumas sugestões para a poluição da água, tema vencedor da conferência realizada na escola Professor João Nelson Ribeiro. “Queremos fazer palestras na nossa escola e nas escolas vizinhas para conscientizar a população a não jogarem lixo nas ruas, canais e rios porque isso prejudica a nossa saúde”, explicou.

As Conferências Regionais estão acontecendo nos doze pólos das regiões de integração, com a escolha dos delegados que vão participar da Conferência Estadual, com data prevista para os dias 21, 22 e 23 de novembro, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Esta etapa reúne todos os delegados eleitos nas Conferências Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, que este ano apresenta o slogan “Mudanças Ambientais Globais”. As escolas têm até esta segunda-feira, 20, para apresentar e discutir ações de responsabilidade voltadas ao meio ambiente, a partir dos sub-temas “Água, Fogo, Terra e Ar” e eleger uma proposta. A iniciativa cumpre o princípio previsto pelo Ministério da Educação (MEC), que em outubro do próximo ano realiza, em Brasília, a 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.

Julie Rocha (Ascom/Seduc)

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