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“Meio ambiente em destaque” – Edição I / Ano I

 

  • Desmatamento cai no Pará nos últimos dois anos

 O Secretário de Estado de Meio Ambiente, Valmir Ortega, vem se debruçando sobre os números mais pontuais que ainda apontam o Pará na liderança do ranking do desmatamento na Amazônia Legal, status ocupado até recentemente pelo Mato Grosso, onde praticamente restaram as áreas de unidades de conservação e terras indígenas, daí a pressão de corte ilegal nas matas do Pará, como demonstram nos últimos meses os índices do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mas, numa análise em escala maior, dos últimos dois anos, por exemplo, as estatísticas evidenciam quedas significativas da destruição, “Embora os números ainda preocupem muito, os governos do estado e federal continuarão com as ações para coibir o desmate ilegal, porque estão enfrentando um problema que estava sem controle na região", explica Ortega.

Cálculo – De setembro de 2006 a agosto de 2007 foram derrubados 2.239,6 km2 de mata no Pará. Na Amazônia Legal, neste período, 4.729,5 km2. Já de setembro de 2007 a agosto de 2008, o Pará perdeu 2.051km2. Na Amazônia Legal, 8.665 Km2. Assim, pode-se afirmar que a área nominal de desmatamento no Para caiu 8,4%, enquanto o desmatamento aumentou na Amazônia Legal em 83,2%.

Entre setembro de 2006 a agosto de 2007, o Pará foi responsável por desmatar 47,3% da Amazônia. Já de setembro de 2007 a agosto de 2008, esse percentual caiu para 23,6%, o que significa que a participação do desmatamento do Pará em relação ao total da Amazônia baixou – 50,1% (de 47,3% para 23,6%). Mas, os números mês-a-mês ainda preocupam, a exemplo de agosto último : 435 km2, segundo o INPE, através do sistema DETER, de onde vieram também os números para essas outras contas da contabilidade negativa da agressão à floresta.

Mas a madeira ilegal derrubada tem sido apreendida nas operações no Pará pelos fiscais da superintendência estadual do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e já somam cerca de 60 mil metros cúbicos. A madeira está sob a guarda da SEMA, que, com os leilões administrativos, conforme o Decreto n° 533/2007 do governo estadual, reverte o resultado das vendas em novas operações de fiscalização, logística de monitoramento e reaparelhamento do órgão ambiental em Belém e nas unidades administrativas, que já estão funcionando no interior do Pará.

Leilões – Só em 2008 a SEMA já realizou oito leilões de produtos e subprodutos florestais (carvão vegetal), apreendidos antes do beneficiamento em serrarias e uso nas siderúrgicas dos pólos industriais de Marabá e Barcarena. Neste mês de outubro começarão os leilões das madeiras apreendidas em fevereiro deste ano no Município de Tailândia, por onde os governos estadual e federal iniciaram as operações "Arco de Fogo" e "Guardiões da Amazônia".

O faturamento no estado com os leilões vem aumentando. No Distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira, onde a SEMA realizou o sétimo leilão, no último dia 19 de setembro, as vendas referentes aos 3.286,36 metros cúbicos de madeira alcançaram R$ 1,083 milhão. Já no primeiro leilão de madeira ilegal apreendida no Pará, no dia 15 de maio deste ano, o estado arrecadou R$ 1.289.317,00. Também já houve leilões em Anapu, Pacajá e Altamira.

Toda madeira apreendida no Município de Tailândia (PA-150) está estocada, classificada e medida na área do "Parque da Pirelli", Município de Marituba, Região Metropolitana de Belém. São cerca de 38 mil metros cúbicos de várias espécies da floresta tropical à espera do calendário de leilões a partir deste mês.

Texto – Douglas Dinelli – SEMA 

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