Embaixadora Nina Ross conhece programa de reflorestamento

A embaixadora especial do Pará, a atriz alemã Nina Ross, visitou a capital paraense para obter informações ao seu plano de captação de apoios internacionais a programas sociais e ambientais do governo do Estado. Na viagem, também conheceu a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e uma comunidade indígena Kaapor.

 

Nesta sexta-feira (22), no Palácio dos Despachos, Nina Ross foi recebida pela governadora Ana Júlia Carepa e pela diretora-presidente do Instituto de Florestas do Pará (Ideflor), Raimunda Monteiro, e depois se reuniu com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Valmir Ortega.

 

Ela manifestou interesse pelo programa 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia, de fomento à recuperação florestal, com a meta a ser cumprida em cinco anos. “Vim conversar sobre detalhes dos programas para chamar a atenção da Alemanha a eles e ao Pará, e transmitir ao meu país que já mudou bastante a forma de política por aqui, porque até agora vêem como desmatador da floresta”, ressaltou.

 

Recomposição – A governadora ressaltou que o programa tem como foco central o habitante do Pará, pessoas que possam gerar a própria renda. “Nós temos uma parte das terras do Estado já desmatadas. A idéia é usar essas áreas para recomposição, e que isso possa ser feito pelo pequeno produtor rural, melhorando a vida do agricultor familiar e incentivando empresas reflorestadoras a investir em nosso Estado”, afirmou.

 

Segundo ela, a produtividade dos projetos de reflorestamento no Pará é maior que em outros estados. Entre o plantio, o crescimento e corte das árvores, algumas espécies levam de cinco a seis anos. “As nossas condições de terra e climáticas são favoráveis. Podemos plantar para ter madeira para indústria, para energia, carvão e produtos alimentícios. Queremos substituir a derrubada da floresta nativa por floresta plantada”, enfatizou.

 

Nina Ross acrescentou que deseja “construir pontes” de atração de recursos ao programa 1 Bilhão de Árvores para a Amazônia. “Penso não só na Europa, mas na Ásia, na América, porque ninguém quer destruir a floresta. Temos que mostrar essa necessidade de qualidade de vida. Preciso definir qual é a minha tarefa; estou com coragem e vontade de ajudar”, afirmou, agradecendo a missão de embaixadora especial do Pará, recebida em março deste ano.

 

Texto: Fabíola Batista – Secom

 

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