Programa recebe orientações técnicas de pesquisadores

Na manhã desta quarta-feira 13, uma comissão de pesquisadores apresentou ao titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Valmir Ortega, as orientações técnicas de apoio ao Programa de Restauração Florestal do Pará, o “Um bilhão de árvores para a Amazônia”.

Entre as propostas apresentadas ao secretário em mais de quatro horas de reunião, merecem destaque as formas de disponibilizar as bilhões de semente necessárias e os modelos de plantios rentáveis e ambientalmente adequados para o Estado. Além disso, foram listadas sugestões de arranjos institucionais e ações de capacitação para a implantação do Programa.

Criado após a realização de um seminário técnico em junho deste ano e coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), o grupo congrega especialistas de instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi, a Embrapa Amazônia Oriental e o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado (Ideflor).

“Esta equipe demonstra o volume inestimável de informações que podem ser mobilizadas, de maneira ágil, entre as instituições de pesquisa locais. Além disso, nós contamos com a colaboração de especialistas que desenvolvem projetos na área há mais de 30 anos”, explica Peter Mann de Toledo, presidente do Idesp.

O grupo de pesquisadores também deve apoiar a formação do Conselho Técnico-Científico, formado por diversas instituições, para o monitoramento das ações do Programa, suporte à realização de pesquisas e esclarecimento de dúvidas sobre questões específicas, entre outras funções.

Para Jonas Veiga, diretor de Pesquisas e Estudos Ambientais do Instituto, o grupo de pesquisadores também deve ajudar no processo de estruturação de uma base teórica-conceitual para o Programa. “Com esta base, nós definiremos claramente conceitos-chave como ‘áreas degradadas’, ‘restauração de área florestal’ e os itens necessários para recuperar o passivo ambiental do Estado”.

De acordo com Silvio Brienza Júnior, pesquisador da Embrapa, a articulação entre os órgãos de governo, as instituições de pesquisa e a sociedade será fundamental para o cumprimento das metas de restauração florestal. “O Estado é quem lança o Programa, mas será necessário que a sociedade incorpore os compromissos de plantar as árvores, seja com propósito comercial, para a recuperação de áreas de preservação permanente ou por uma questão cultural, quando o homem resgata a tradição de cultivar espécies que eram vistas na sua infância ou juventude, por exemplo”, explicou o especialista, ao destacar que o plantio de árvores também pode representar uma atividade lucrativa, tanto comercialmente quanto para a regularização das propriedades rurais.

Integração – Com a premissa de integrar os Programas de Governo, esforços também estão sendo feitos para alinhar ações do “Um bilhão de árvore para a Amazônia” e do “Campo Cidadão”, que pretendem ajudar os produtores na recuperação do passivo das propriedades rurais e na valoração de serviços ambientais, entre outros pontos comuns.

Outra iniciativa do governo que também apoiará os programas é o Zoneamento Ecológico-Econômico. Com o Idesp em sua coordenação técnico-científica, o ZEE deve incorporar ainda sugestões do setor produtivo, para atender aos diferentes setores da sociedade.

 

Texto: Brenda Taketa – Idesp

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