Ação integrada combate incêndio no sul do Pará

 

Uma ação integrada entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Emater, Adepará, Corpo de Bombeiro Militar, Polícia Civil, Prefeitura Municipal de São Geraldo do Araguaia e suas secretarias de Educação e Cultura, Meio Ambiente e de Agricultura, vai resultar em ações de prevenção e combate a incêndio no entorno de áreas protegidas no sul do Pará.
 
Tradicionalmente utilizado para a renovação de pastagens e limpeza de áreas para plantio, o fogo causou danos ambientais no município de São Geraldo, a 834km de Belém, na divisa com o Tocantins. Para evitar que a situação se repita este ano, o corpo técnico dos órgãos do governo estadual e as secretarias municipais de Meio Ambiente e Agricultura se uniram em torno de ações de prevenção ao fogo, a fim de preservar a integridade do Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas, da Área de Proteção Ambiental São Geraldo do Araguaia, da APA municipal Barreira das Antas, e da Terra Indígena Suruí-Sororó além das comunidades que vivem no entorno dessas áreas. Grupo recebe noções de primeiros socorros
 
O plano de ação contempla a qualificação dos técnicos dos órgãos de governos e dos agentes ambientais voluntários, que atuam na defesa das unidades de conservação. O primeiro treinamento, já ministrado pelo Corpo de Bombeiros envolveu atividades de prevenção e combate a incêndios, incluindo abordagem sobre primeiros-socorros e aulas práticas de como prevenir e combater um incêndio.
 
Ao todo 23 pessoas estão diretamente envolvidas no Treinamento de combate a incêndioprograma. A próxima qualificação será ministrada pela Emater e vai ensinar técnicas de manejo do fogo, incluindo a preparação de aceiros e a queima programada, que só pode ser realizada com autorização do órgão ambiental competente.
 
A gerente do Parque Serra das Andorinhas, Giselle Parise informa que após os cursos, o grupo vai mobilizar as comunidades do entorno para repassar as orientações e os conhecimentos obtidos.
 
Sem controle, o fogo causa enormes prejuízos ecológico, econômico, como a queima de cercas, de plantações e até mesmo conflitos sociais, explica Giselle, já que muitas vezes o fogo descontrolado se alastra pela vizinhança causando desconforto para ambas as partes.
 
O grupo vai tentar sensibilizar os comunitários quanto ao manejo adequado do fogo. A Sema vai adquirir kits de combate  a pequenos incêndios para disponibilizar à comunidade, conforme agenda da queimada programada. O período mais crítico das queimadas ocorre em agosto e setembro, especialmente nas regiões sul  sudeste do Pará, ocupada por extensas áreas de pastagens.
 

Assessoria de Comunicação – SEMA

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