Madeira apreendida em Parauapebas é transportada para Belém

Os 153 m3 de madeira em toras apreendidas na última quarta-feira (16) por policiais da Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema), no município de Parauapebas, na Região de Carajás, chegaram à Belém no último domingo (20).
A operação foi comandada pelo delegado Marcos Lemos. Já a autuação foi feita pelos técnicos de fiscalização Francisco de Assis Barbosa e Lucivaldo Serrão, sob a coordenação de Célio Costa, todos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Os condutores dos veículos que transportavam as toras foram autuados por transporte irregular de madeira, já que não apresentaram a guia de transporte florestal expedida pelo órgão ambiental. A Sema definirá a destinação do material apreendido, após conclusão do procedimento administrativo instaurado no órgão.
Do total da madeira apreendida, 109,67 (80%) metros cúbicos são de castanheiras, espécie cuja extração e comercialização estão proibidas por lei. O restante são toras de piquiá e melancieira. As apreensões ocorreram após informações repassadas à Polícia Civil de Parauapebas de que havia um caminhão com madeira abandonado à margem de uma estrada vicinal.

Policiais da Dema, peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e policiais da Seccional Urbana de Parauapebas encontraram no local um veículo com três toras de piquiá. Mais adiante, outros seis caminhões, todos novos, e uma caminhonete foram apreendidos. Sete pessoas foram presas e levadas à unidade policial do município.
Seis Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) foram lavrados pela Dema contra Egnaldo Vieira de Sousa Oliveira, Márcio Cândido Rayhalla Silva, Gerry Adriane Morais, Jhoannes Kelrim Barreto, Márcio Martins de Oliveira, Aroldo Luiz Sales, Renato Dantas Nascimento, Rubis José de Almeida, Iramar de Sousa Pereira, o madeireiro Sidney Carlos Ostermann, conhecido por "Macarrão", e Silvano Sales Rocha. A pena prevista para o crime varia de seis meses a um ano de reclusão. Os pretensos donos da madeira ainda tentaram uma liminar na Justiça para impedir a apreensão da madeira, mas o pedido foi negado pelo Juízo local e a madeira transportada para Belém.

Texto: Walrimar Santos – Polícia Civil
Colaborou – Ivonete Motta – Sema

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