Inventário Hidrelétrico da Bacia do Rio Xingu é apresentado em Belém

            Com o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a Eletrobrás e Eletronorte apresentaram nesta terça-feira (18), em Belém, os estudos da atualização do inventário da Bacia do Rio Xingu, que visa os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte.

 

         A Atualização do Inventário foi entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em outubro passado e recomenda para o aproveitamento hidrelétrico da bacia do rio Xingu, um único empreendimento, localizado na chamada Volta Grande do Xingu. A ANEEL é o órgão competente para aprovar os estudos. De acordo com essa atualização o AHE Belo Monte, se viabilizado, será independente, não necessitando de qualquer outro aproveitamento situado à montante.

 

        O projeto do AHE Belo Monte prevê uma área inundada de 400 km2, potência instalada de 11.181 MW e previsão de geração de energia firme de 4.796 MWh/ano.

 

O secretário Valmir Ortega avalia que desde a realização dos primeiros estudos sobre Belo Monte aos dias atuais, muita coisa mudou na região da Bacia do Xingu. A área foi mais densamente ocupada, várias unidades de conservação foram criadas, Terras Indígenas foram homologadas, ou seja, foi criado um conjunto de situações ambientais, sociais e de ocupação econômica que reduziram o aproveitamento hidrelétrico daquela bacia. Para Ortega, o novo estudo é necessário para adequar-se o potencial viável à nova realidade econômica, social e política da região.

 

O objetivo da apresentação do novo inventário é dar a chance para que a sociedade conheça os estudos; que os técnicos de órgãos como a Sema e organizações ambientais se preparem e se capacitem para fazer o debate sobre o licenciamento ambiental de Belo Monte. Esse debate se inicia ainda este ano, uma vez que o Ibama já entregou o Termo de Referência dos Estudos de Impacto Ambiental, uma espécie de roteiro que vai orientar os Estudos de Impactos Ambientais (EIA).

 

Para Ortega, o evento realizado em Belém faz parte do esforço de capacitação e preparação da Sema, no sentido de acompanhar de forma mais qualificada os estudos, a fim de que o órgão ambiental, no momento oportuno, possa intervir de forma adequada e resguarde os interesses ambientais da região e os interesses econômicos e sociais do Estado do Pará,.

 

O Secretário observou que todo grande empreendimento hidrelétrico, sobretudo do porte que está se discutindo para a região de Altamira, causa significativosimpactos ambientais. “O grande desafio é avaliar se esses impactos podem ser mitigados, se precisam ser compensados, se é possível equilibrar os benefícios gerados pela obra com os impactos capazes de serem suportados”, destacou. Ortega disse ainda esperar que ao longo de 2008 a Sema possa fazer um debate qualificado, analisar com todo cuidado os estudos e as discussões que são necessárias para avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento.

 

Também presente no evento, o secretario de Integração Regional, André Farias destacou a elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para o Xingu, que está sendo conduzido conjuntamente pelo Governo Federal e Governo Estado. De acordo com Farias, o Governo do Pará, juntamente com a Presidência da Republica, tem interesse em potencializar os benefícios de empreendimentos como o AHE Belo Monte para a população paraense. “Preocupado em corrigir problemas e erros, este governo vem somando esforços com a Presidência da Republica, com o propósito de produzir um plano que amplie os benefícios desse grande empreendimento e inclua a participação da população no processo do Belo Monte”, declarou o secretario.

 

Ivonete Motta (Sema) E Yuri Age (SEIR)

 

 

 

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