Parque Ambiental de Belém será revitalizado

O Parque Ambiental de Belém (PAB) deverá receber um aporte de até R$ 4,9 milhões em 2008 para a sua revitalização e fortalecimento como equipamento urbano destinado aos interesses população de Belém, aos visitantes e à pesquisa científica. O primeiro passo nesse sentido foi dado nesta sexta-feira (7) por ocasião da assinatura do Termo de Compromisso firmado entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a empresa Abengoa Brasil, por meio de suas vinculadas ATE III e ATE Transmissora de Energia, resultado da compensação ambiental pelas obras da Linha de Transmissão Marabá/Itacaiúnas e Itacaiúnas/Carajás.
A compensação ambiental é uma obrigação legal prevista no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC, Lei 9.985/2000) que estabelece a destinação de até 0,5% do valor total de empreendimentos que causam impactos ambientais na sua execução. O governo estadual regulamentou essa compensação que estabelece que esse pagamento poderá chegar a até 2%. Os recursos vão compor um fundo ambiental e serão aplicados em unidades de conservação. A compensação da ATE III é de R$ ,13 milhão a ser desembolsada de acordo com um plano de trabalho elaborado pela diretoria do parque. Os recursos serão aplicados na atualização do Plano de Manejo, apoio à pesquisa científica e outras atividades voltadas para a melhoria da infra-estrutura daquela unidade de conservação. 
O secretário Valmir Ortega destacou que a assinatura do Termo de Compromisso com a ATE III representa um momento novo na forma de gerir as unidades de conservação do Pará, que prevê ações de integração com o governo federal e governos municipais. Ortega observou que o parque ficará à disposição da população e dos visitantes, uma vez que o turismo de eventos se estabelece com vigor em Belém. A idéia é proporcionar um ambiente seguro de interação com a área verde da cidade.
O Pará possui cerca de 54% de suas áreas protegidas, sendo 44 unidades de conservação sob a gestão do governo federal, das quais 30% são Terras Indígenas. Sob a gestão do Estado são 19 unidades de conservação em várias categorias, totalizando 16,66% da área total de 1,2 milhão de km2.
O secretário de Governo, Cláudio Puty, que prestigiou o evento disse que o esforço em favor do parque representa o compromisso do governo esforço do governo em recuperar espaços públicos de uso coletivo como o parque, que atesta qualidade de vida à população. “É nesse sentido que o governo está comprometido: dar respostas aos problemas ambientais, sejam urbanos ou das demais categorias de conservação”.
O evento contou com a presença de comunitários que vivem dentro do parque e no seu entorno, que aproveitaram a oportunidade para pedir a Ortega apoio aos projetos que desenvolvem, que segundo relatos, tem ajudado a manter jovens longe da criminalidade e verdadeiramente comprometidos com a cidadania. Os moradores do entorno querem ser inseridos nos programas e projetos voltados para a implementação e revitalização do parque. Ortega pediu o envolvimento dos moradores do entorno para assegurar a convivência pública entre a natureza e as pessoas.
Para Luciana Helena, da ATE III a empresa se sente recompensada por participar de momento importantes no Pará: o crescimento por demanda de energia e agora, pelo aporte de recursos no parque de Belém.
 O ministério do Meio Ambiente foi representado por Sônia Kinker, da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável e o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade por Marcelo Françoso. Também compareceram representantes de órgãos de organizações da sociedade civil, como o Fórum dos Lagos e do governo que possuem interface com o parque, como a Cosanpa, Fundação Curro Velho, por seu presidente Valmir Santos.
O Parque Ambiental de Belém é aberto ao público de segunda à sábado, a partir das 6 da manhã. O espaço é destinado à caminhadas terapêuticas, ações de educação ambiental, proteção dos mananciais Lago Preto e Bolonha, que abastecem cerca mais de 80% da Região metropolitana de Belém. É aberto ainda às empresas, escolas e outras organizações que tenham interesse em desenvolver atividades de caráter ambiental na área. Para isso basta entrar em contato com o Batalhão da Polícia Ambiental que há 13 anos desenvolve e apóia atividades ambientais no parque. Tudo sem ônus para o visitante.

Na visita guiada pelo Batalhão são ministradas instruções sobre tráfico de animais, poluição, fauna, flora. Para dar segurança aos visitantes a Polícia Ambiental realiza rondas constantes. Não é permitido o ingresso com cachorros que tanto podem virar presa de algum animal que habita naquele habitat, como atacar alguma desses espécies. A trilha asfaltada possui 9 km, se inicia a Av. 1º de Dezembro e se encerra às margens do Rio Guamá.

Ivonete Motta – Assessoria de Comunicação Social da Sema
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