Sema terá Programa de Proteção e Conservação de Espécies Ameaçadas

Foi o que afirmou nesta quinta-feira (25), o secretário de Estado de Meio Ambiente, Valmir Ortega, ao responder a jornalistas sobre as medidas práticas que o Estado vai implementar de imediato, a fim de traçar políticas públicas que garantam a efetiva proteção da lista que avaliou 928 espécies candidatas a ameaçadas, e considerou 181 (19,5%) como "efetivamente ameaçadas" em três categorias padronizadas pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

"O Estado do Pará fez um esforço significativo, a partir do trabalhos de várias instituições científicas, sobretudo do museu Emílio Goeldi e a Conservação Internacional do Brasil, no sentido de estabelecer a primeira lista para a região amazônica, o que inaugura um esforço concentrado dos governos estaduais para terem uma política para a proteção das espécies criticamente em perigo, em perigo e vulneráveis", comemorou Ortega.

São três as categorias, em ordem decrescentes de ameaça segundo a (IUNC), avaliadas por 44 especialistas, divididos em 6 sub grupos, em diferentes áreas taxonômicas de fauna e flora. Primeiro, as "criticamente em perigo", seguida das espécies "em perigo", e finalmente as "vulneráveis".

Segundo avaliação do Relatório Técnico, apresentado na 32ª Reunião Extraordinária do Conselho Estadual de Meio Ambiente-COEMA, na quarta-feira (24), e aprovado por unanimidade dos 13 conselheiros, "as principais causas de extinção das espécies são a degradação e a fragmentação de ambientes naturais, resultado da abertura de grandes áreas para implantação de pastagens ou agricultura convencional, extrativismo desordenado, expansão urbana, formação de lagos para hidrelétricas e mineração", acusa o documento assinado pelo conselheiro Marcos Ximenes, relator da matéria.

O relatório também acentua que o Brasil é signatário de importantes convenções internacionais nas áreas da conservação de espécies e de habitats ameaçados, e destaca a "Convenção para a Proteção de Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América"; a "Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies de Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção" e a "Convenção sobre Diversidade Biológica".

Para chegar à lista final, os especialistas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e Conservação Internacional (CI) do Brasil, realizaram oficinas no mês de julho de 2006 divididos nos grupos de anfíbios e répteis, aves, invertebrados, mamíferos, plantas superiores e peixes.

Desmatamento é o inimigo maior

Segundo Valmir Ortega, a SEMA já está com uma equipe técnica para instituir o Programa Estadual de Proteção e Conservação da Biodiversidade, que vai compor uma rede de parcerias com instituições de pesquisa no sentido de monitorar e acompanhar os planos de ação dessas espécies ameaçadas.

"O grande desafio no primeiro momento é retirar da lista as espécies em extinção, ou reduzir o seu status de risco. Ou seja, tirar uma espécie que está criticamente ameaçada, ou diminuir o risco dela sumir da natureza", explica Ortega.

Para o secretário "o desmatamento talvez seja o maior inimigo, em termos de conservação das espécies da biodiversidade. Nesse sentido, a queda do índice de desmatamento no Estado do Pará, nos últimos três anos já é um avanço importante. Nós deixamos de destruir mais de 1,5 milhão de hectares, e isso com certeza está protegendo, de forma associada, milhares de espécies", concluiu o titular da SEMA.

Texto : Douglas Dinelli – SEMA

 

 

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